quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cem mil usuários já testam o Google Wave

O Google liberou o acesso de cem mil usuários para testar sua nova plataforma de serviços na web, o Google Wave.

Inicialmente disponível apenas para desenvolvedores, o Wave tornou-se acessível agora por milhares de usuários comuns que solicitaram uma conta do serviço por e-mail. 

De acordo com Stephanie Hannon, gerente de produto do Google, o acesso ao Wave foi atrasado até o final do dia 30 de setembro (horário da Califórnia) para esperar que técnicos do Google na Austrália estivessem de pé e online (na manhã do dia 1º no fuso australiano) para acompanhar a estreia do produto.

Afinal, o desenvolvimento do Wave foi coordenado desde o início pelo escritório australiano. Stephanie deu a explicação via Twitter.

Quem acessa a página do Wave agora encontra uma janela para efetuar login. A maior parte das pessoas que tenta acessar o serviço, no entanto, se depara com a mensagem “Your Google Account has not yet been activated for Google Wave”.

Isto ocorre porque os cem mil usuários que receberam OK para entrar no Wave representam apenas 10% do total de pedidos enviados ao Google. Pelo menos outros 900 mil usuários precisarão aguardar o Google ampliar os testes da plataforma.

Segundo o Google, o motivo da cautela para permitir o acesso ao Wave é o fato do produto ainda ser instável e não suportar o acesso simultâneo de muitos usuários.

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Google Wave abre para testes nesta semana

O Wave, novo serviço do Google que promete criar um novo meio de se comunicar na internet, terá uma versão aberta para testes no próximo dia 30 de setembro voltada ao público em geral. Até o momento, o Wave é voltado apenas para desenvolvedores de aplicativos na internet selecionados pelo Google.

O Google já havia confirmado a data de 30 de setembro no blog do Wave, assim como em grupos de discussão de desenvolvedores. Serão, inicialmente, 100 mil convites distribuídos. O Wave é uma nova plataforma de troca de informações na internet, substituindo e-mails, mensagens instantâneas e permitindo o uso de aplicativos em tempo real (como tradução, por exemplo).

Para tentar conseguir uma conta no Wave, é preciso se cadastrar no endereço http://wave.google.com. Segundo o Google, a base de testes será distinta da usada pelos desenvolvedores, que já conta com mais de 6 mil cadastrados.

 

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

MS prepara tablet para concorrer com a Apple

A Microsoft está desenvolvendo um pequeno computador tablet para competir com um produto similar que pode ser lançado pela Apple, segundo o blog Gizmodo.

O dispositivo, denominado Courier, está no estágio de desenvolvimento de "último protótipo", acrescentou o Gizmodo, sem identificar a fonte da informação.

A Microsoft não respondeu imediatamente pedido para comentar o assunto.

O aparelho Courier tem telas duplas de sete polegadas sensíveis a toque que podem ser usadas junto com uma caneta, segundo o blog.

O lançamento próprio de um tablet pela Apple - basicamente uma versão maior do iPhone - é aguardado há muito tempo, mas até agora a companhia não anunciou planos sobre um dispositivo desse tipo.

 

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

HP e Microsoft juntas?

Durante o evento “Futuro da TI”, realizado em SP, o chairman do Gartner no Brasil, Donald Feinberg, fez previsões incluindo uma possível fusão entre HP e Microsoft.

O executivo utilizou o exemplo para demonstrar o caminho que as grandes empresas estão tomando ao fazer aquisições e parcerias com diversos provedores de serviços.

Como foi o caso da Oracle, que adquiriu a Sun, e da Cisco que deve entrar no mercado de servidores. Feinberg afirmou que a união entre HP e Microsoft seria lógica, já que o negócio uniria duas forças do hardware e do software no mundo.

As assessorias das duas empresas informaram que não pretendem comentar as especulações feitas pelo chairman da Gartner.

No mesmo evento, foram divulgados dados do Gartner que apontaram investimentos da ordem US$ 293 bilhões com TI na América Latina até 2013.

 

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A internet faz 40 anos

Se Vanusa tivesse errado o Hino Nacional, em 2 de setembro de 1969, por maior que fosse a solenidade, poucos, além dos presentes, saberiam. Talvez o fato nem chegasse aos jornais.

Naquela época não existia vídeos no YouTube. As buscas eram feitas em bibliotecas e os protestos não se estendiam a países separados por oceanos. A internet começava a surgir, mas era apenas um experimento tímido, reservado a poucos.

Há exatos quarenta anos, não mais do que vinte pessoas se reuniram em um laboratório de Kleinrock, na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a fim de assistir dois computadores passando dados volumosos por meio de um cabo cinzento de cinco metros. Para muitos, era o nascimento da internet: um teste da uma rede militar Arpanet, motivado pela Guerra Fria.

A consolidação de uma rede de computadores ocorreu poucas semanas depois, em 29 de outubro, quando pesquisadores fizeram o servidor da universidade transmitir dados para outro servidor localizado 630 quilômetros ao norte, no Instituto de Pesquisa de Stanford.

As múltiplas redes só começaram a surgir anos adiante, na década de 1970, com a chegada dos protocolos TCP/IP. Os e-mails vieram logo em seguida, antes da virada para 1980. Na década seguinte, apesar de já existirem os sufixos padronizados “.com” e “.org”, quase ninguém usava a ferramenta de comunicação e poucos sabiam o significado da palavra “internet”.

O cenário só começou a mudar em 1989, com a chegada do WWW (World Wide Web), uma plataforma interativa criada por Tim Berners-Lee a partir da junção do hipertexto com a prática dos protocolos TCP e DNS. Dali em diante, a internet se tornou algo popular, sendo, enfim, chamada pelo próprio nome.

Ninguém imaginaria, porém, que, em menos de vinte anos, o número de pessoas conectadas chegaria a 1,5 bilhão. Neste meio tempo, seres humanos viraram “internautas” ou “usuários”, que passam cada vez mais horas em frente aos computadores, muitas vezes calados, mas emitindo e recebendo informações como nunca.

Além de notícias, da interatividade e da comunicação em tempo real, os internautas encontraram uma nova forma de entretenimento e de cultura. Para a revolta da indústria, o modo de consumir música e cinema mudou com a chegada do Napster e de muitos indexadores de BitTorrent, dos quais ainda sobrevivem Mininova e The Pirate Bay, entre outros.

“O grande dilema da internet nos próximos anos é se ficará como um espaço de liberdade, presente nos ideais de seus criadores desde o começo, ou se retrocederá a um espaço controlado”, diz Marcelo Branco, coordenador do projeto Software Livre Brasil e diretor do Campus Party.

As empresas de hoje, segundo Branco, precisam se readaptar ao modelo libertário da internet. “Não só as empresas de tecnologia, mas todas têm o grande desafio de abertura. No mundo da internet, os valores mudaram. Elas precisam se abrir se quiserem aproveitar o espaço, como é o caso do Google, por exemplo”, explica Marcelo Branco

O mundo parece viver uma época de transição e, como aconteceu nas décadas de 60, 70, 80 e 90, ninguém sabe prever o que mais a internet poderá trazer nos próximos anos. Se virão mais revoluções, interferências e invasões maliciosas, somente ela, a própria internet, poderá nos dizer. Uma coisa é quase certa: o spam continuará a existir.

 

Sony estreia TV em 3D no próximo ano

A Sony planeja lançar TVs que exibem imagens em três dimensões no próximo ano, publicou o Financial Times.

O CEO da Sony, Howard Stringer, anunciará o lançamento de TV 3D, assim como planos de tornar PCs Vaio, PlayStation 3 e players de Blu-ray compatíveis com a tecnologia durante a feira IFA, que acontece em Berlim, segundo o jornal.

O Financial Times afirmou ainda que Stringer dirá à audiência: "Assim como a alta definição alguns anos atrás, há uma variedade de questões para serem resolvidas ainda. Mas o trem do 3D está nos trilhos e nós estamos prontos para conduzi-lo".

 

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Prepare-se para a Revolução

O W3C mudou. O W3C foi criado exatamente para homologar, regularizar e criar novos padrões de publicação de informação na internet. O trabalho do W3C é exatamente criar caminhos para que os desenvolvedores e os fabricantes de browsers possam trilhar no futuro. Acontece que o W3C ficou tão grande, tão lerdo, tão aficcionado pelos problemas do futuro que acabou se perdendo nos seus próprios sonhos.

Um dos objetivos do W3C – se não o maior objetivo – é organizar toda a informação da internet. Para fazer isso, precisamos identificar toda essa informação de forma que a extração não seja complexa, pelo contrário, de maneira que a toda a informação que precisarmos possa ser extraída rapidamente, fácil e de qualquer tipo de dispositivo ou aplicação. Por isso, o W3C perdeu muito tempo criando padrões como RDF, por exemplo. Não desmerecendo essas tecnologias, mas cá entre nós, fazer bordas arredondadas para mim, hoje, é mais importante que identificar mais obviamente as informações de um site.
Alguns dos desenvolvedores, a grande maioria gringos, também tinham essa visão. A necessidade de grande parte dos desenvolvedores eram ter coisas simples como suporte a PNG, bordas arredondadas, resize de imagem no background, colocar várias imagens de backgrounds em um elemento, css animation, e assim por diante. Por isso, muitos desenvolvedores começaram reinvidicar uma alteração de prioridades. O HTML 5 surgiu daí. Muitos se enganam se acham que o HTML 5 foi idéia original do W3C. Ele surgiu de um grupo de inconformados de o HTML não ter a pelo menos 10 anos, uma nova atualização. Então começaram a estudar e a escrever um novo padrão para a linguagem. Muitos se enganam também, se acham que só o W3C pode criar padrões. Você pode criar um. Se vai haver suporte da comunidade, do W3C e dos fabricantes de browsers, é outra história. Mas você tem todo o direito de criar.

O grupo do HTML 5, queria mudar. Ele estavam cansados de usar uma tecnologia antiga e começaram a fazer o trabalho que se esperava que o W3C fizesse. Por fim, essa iniciativa ganhou tanta popularidade e ajuda de outros desenvolvedores, que o W3C resolveu abraçar a idéia e hoje ele cuida desse padrão.
O CSS3 também começou a aparecer por que o W3C abriu os olhos e resolveu começar a revolucionar a linguagem.

O W3C mudou. Os times que cuidam dessas linguagens foram divididas. Modularizadas. Deixe-me explicar. O CSS3 não será mais lançado de uma vez, mas em módulos. Há um time que cuidará da propriedade background. Outra que cuida da propriedade position, outra que cuida da propriedade border, e assim por diante. Isso possibilita que cada módulo, cada propriedade, cada parte do CSS3 e suas futuras versões sejam lançados independentemente, acelerando o processo de suporte dos browsers e utilização pelos desenvolvedores. Logo, não há mais aquela história de “Browser tal não suporte CSS3”. Mentira, ele suporta, mas algumas das funcionalidades. A mesma coisa acontece com o HTML5. Dizem que o IE8 não suporta HTML 5, mas é mentira. Ele suporta partes do HTML 5. Já há várias coisas implementadas no IE8, que fazem parte da especificação do HTML 5. Isso também acontece com os outros browsers.

A web vai ficar mais dinâmica agora. O CSS3 e o HTML 5 vieram para separar o joio do trigo. Os designers não vão mais ficar pintando quadradinhos como antes. E o pessoal que achava que o HTML é coisa de criança, se prepare, porque o buraco é mais embaixo.

 

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Lista traz incompatibilidades do Mac OS X

A Apple divulgou duas listas com diversos programas incompatíveis com seu novo sistema operacional, o Mac OS X Snow Leopard.

A primeira mostra os aplicativos que serão isolados em um diretório chamado “Incompatible Software” durante o processo de instalação, enquanto a segunda mostra o que será desabilitado quando o sistema for ativado pela primeira vez.

A empresa pede para que seus usuários avaliem entrem em contato com os desenvolvedores dos produtos para checar se existem novas atualizações compatíveis com o Snow Leopard.

Segundo o comunicado, programas de impressão serão automaticamente atualizados, caso o SO consiga encontrar suas últimas versões.

Programas que serão desabilitados durante a instalação:

- Parallels Desktop 2.5 e anteriores

- McAfee VirusScan 8.6

- Norton AntiVirus 11.0

- Internet Cleanup 5 5.0.4

- Application Enhancer 2.0.1 e anteriores

- AT&T Laptop Connect Card 1.0.4, 1.0.5, 1.10.0

- launch2net 2.13.0

- iWOW plug-in for iTunes 2.0

- Missing Sync for Palm Sony CLIE Driver 6.0.4

- TonePort UX8 Driver 4.1.0

- ioHD Driver 6.0.3

- Silicon Image SiI3132 Drivers 1.5.16.0

Programas que serão desabilitados na primeira execução:

- Parallels Desktop 3.0

- VirusBarrier X4 10.4.4 e anteriores

- SPSS 17 17.1

- Director MX 2004 10.2

- EyeTV 3.0.0 até o 3.1.0

- Ratatouille 1.1

- AirPort Admin Utility for Graphite and Snow 4.2.5

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Minas Gerais promove encontro sobre PHP

Entre os dias 16 e 17 de outubro, Belo Horizonte deve abrigar o 2º Encontro do PHP MG, que deve reunir cerca de 400 especialistas na linguagem de programação.

O evento deve ocorrer no campus principal da Uni-BH, enquanto que cursos e palestras devem ocorrer nos campi Estoril e Diamantina da universidade.

O foco da reunião será o mercado de desenvolvimento web, com o objetivo de proporcionar aos participantes o contato interpessoal e o conhecimento de práticas, últimas novidades e tendências.

“Pretendemos com essa realização, fortalecer a comunidade mineira de desenvolvedores PHP e divulgar para todo o estado o potencial dos profissionais da região”, informa a página do evento.

As oficinas contam com temas como: introdução ao PHP, CakePHP, jQuery, modelagem de banco de dados com MySQL Workbench, PHP orientado a objetos, desenvolvendo aplicações com Zend Framework, desenvolvimento de sites com Joomla, práticas na criação de páginas.

As inscrições estão abertas e o resumo das atividades pode ser encontrado no site oficial do encontro. Interessados poderão acompanhar detalhes e imagens pelas tags “#phpmg” e “#2phpmg” 

 

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Apple e Asus são as marcas mais confiáveis de computadores, aponta estudo

Qualidade dos componentes e bom atendimento do suporte técnico estão entre os critérios da pesquisa, feita nos Estados Unidos; Lenovo, Toshiba e HP aparecem na sequência

 

Um estudo divulgado pela empresa americana de assistência técnica de computadores Rescuecom revelou que a Apple e a Asus são as empresas mais confiáveis para se comprar um computador nos Estados Unidos. A pesquisa foi feita no segundo trimestre de 2009 e levou em consideração a qualidade dos componentes dos equipamentos, o suporte oferecido pelo fabricante e até os softwares oferecidos.

De acordo com o diretor geral da Rescuecom, David Milman, as duas empresas oferecem um bom atendimento ao usuário além de peças de alta qualidade, evitando que o consumidor recorra aos serviços de assistência técnica para consertar os equipamentos.

Para fazer a pesquisa, a empresa se baseou em 11.560 chamadas do suporte das fabricantes. Lenovo, Toshiba e Hewlett-Packard ficaram com o terceiro, quarto e quinto lugar respectivamente.

Outra pesquisa apresentada no mesmo dia na Universidade de Michigan, a American Consumer Satisfaction Index, mediu a satisfação dos usuários norte-americanos com os produtos. Nela, a Apple lidera com 85 pontos, seguida pela Dell, com 75 pontos, e, empatados na terceira posição, com 74 pontos, ficaram HP/Compaq e Acer/Gateway.

Milman disse que os consumidores buscam fabricantes que possam oferecer um bom atendimento além de poucas reparações para resolver seus problemas. As empresas que fornecem equipamentos de alta qualidade cobram taxas elevadas, mas tem um bom atendimento. Já as que vendem peças ruins e atendem mal seus usuários, obrigam o consumidor a procurar ajuda em empresas terceirizadas.

O estudo não foi encomendado por nenhuma empresa e não matem vínculo algum com nenhuma delas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Google Chrome 4.0 para OS X: O navegador mais rápido do mundo?

A Apple deve ter ligado o sinal de alerta durante esta semana para possíveis ameaças ao Safári. A mais recente versão em desenvolvimento do Google Chrome para Mac OS X (Chromium 4.0) está reivindicando o trono do navegador mais rápido não só para PC, como também para Mac OS X. 

Não se pode perder de vista o fato de que, por se tratar de uma versão ainda em desenvolvimento, a mesma está cheia de bugs e problemas a serem resolvidos, mas o Google Chrome tem como prioridade a velocidade e as provas não mentem. 

No PC, o Chrome 4 atinge 100/100 no teste Acid3. No Mac, ele fica ainda melhor: completou o teste de SunSpider JavaScript em apenas 657ms. Apenas 4% mais rápido do que a versão para PC, mas impressionantes 34% mais rápido do que o Safari 4.0.3, que precisou de 886ms no mesmo MacBook. O Firefox utilizou 1.508ms e o Opera 5.958ms. 

Dentre outras melhorias o Google Chrome 4.0 traz um suporte melhorado para o Adobe Flash, mas ainda tem muito espaço para melhorias, e está longe de alcançar os demais navegadores nesse quesito. Por outro lado, as funções de armazenamento da pasta favoritos têm melhorado e pode ser importada durante a instalação, mas não há muito mais do que isso. 

Evidentemente, a versão do Chrome que está sendo testada ainda não é a final e poderá melhorar ou piorar, portanto os resultados podem mudar, e só nos resta aguardar para saber se os futuros testes poderão reter seu título.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Microsoft tem medo da Apple, Canonical e Red Hat

Um relatório fiscal publicado esta semana no portal de investidores da Microsoft diz claramente que a Microsoft teme o avanço da adoção do Linux e de software sob a licença GPL, em mercados emergentes.  Menciona também que essa tendência tem pressionado a queda dos preços de equipamentos – e forçado, igualmente, a queda do preço das licenças do sistema operacional.   

O mais interessante do relatório é a citação das empresas que ela considera como rivais: Apple, Canonical e Red Hat, no mercado de sistemas operacionais; Mozilla, Google e Opera no mercado de browsers; e Android, que pode criar um ambiente propício para as pessoas comprarem mais smartphones e netbooks em detrimento do PC tradicional.  Há também parceiros históricos, HP e Intel, investindo em projetos de software livre. 

Se você quiser ler na íntegra o relatório em inglês, baixe-o do site oficial (em inglês, e – obviamente -- no formato .docx).

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sem mouse, sem fio, sem tela

A computação por gestos está saindo dos laboratórios e da ficção para aposentar os controles convencionais.

Quando Steve Jobs dedilhou pela primeira vez em público o iPhone, em janeiro de 2007, ele não estava só exibindo o que viria a ser o celular mais desejado de todos os tempos. O visionário da Apple também mostrou que as interfaces com reconhecimento de gestos já estão maduras para deixar os laboratórios e telas de cinema para entrar na vida dos simples mortais. Poucos meses depois foi a vez da Microsoft, com o seu computador em forma de mesa interativa, o Surface, explicitar o potencial da computação por gestos, onde mouse, teclado, botões e controles tradicionais são substituídos por movimentos naturais do corpo. Mas a convicção de que estamos prestes a mudar radicalmente a forma como interagimos com as máquinas vai bem além dos laboratórios dos eternos rivais em computação pessoal.

No relatório Computação Por Gestos: O Fim Do Mouse, divulgado em fevereiro do ano passado, o instituto de pesquisas Gartner concluiu que em três ou cinco anos o ambiente computacional será impactado de maneira significativa pela tecnologia de reconhecimentos de gestos. Difícil mensurar o significado dessa previsão? Então, imagine seu provável cotidiano em um futuro não tão distante. Que fazer uma ligação? Abra a palma da mão e digite os números. Tirar uma foto? Faça um gesto em forma de moldura. Ainda não sabe controlar os ícones da área de trabalho? Como um malabarista virtual, movimente as mãos.

Por mais fictícias que pareçam, essas aplicações já estão sendo testadas no laboratório da professora Pattie Maes no Media Lab do Massachussetts Institute of Technology (MIT). Batizado de Sixth Sense, o projeto foi desenvolvido em oito meses pelo orientando dela, Pranav Mistry, de 28 anos. Ao custo de 350 dólares, o protótipo integra projetor de bolso, espelho e câmera, que, em formato de um colar acoplado ao tórax, são ligados a um minilaptop. A câmera captura os gestos da mão, envia esses dados para o laptop e um software baseado em algoritmos de visão computacional rastreia e interpreta os movimentos das mãos de acordo com os marcadores coloridos que o usuário deve usar nos dedos.

"Os equipamentos já cabem no bolso e nos mantêm conectados o tempo todo ao mundo digital. Mas não há nenhuma ponte entre o virtual e as interações do mundo físico", observa Pranav. "A ideia é libertar a informação da tela e integrá-la completamente ao mundo tangível por meio de controles gestuais."

Com isso, além dos proveitos acima, é possível utilizar o Sixth Sense para coletar informações sobre objetos em tempo real. Por exemplo, o sistema pode ser instruído com um gesto para rastrear a capa de um livro e projetar dados das resenhas da Amazon. com sobre ele. "A proposta é transformar o mundo todo em um computador", diz. Pranav já está trabalhando em soluções para integrar o sistema a telefones celulares. Segundo ele, a tecnologia, que foi apresentada no início de 2009, deve chegar ao mercado em dois anos no máximo.

Um aceno para ouvir Beatles

Com uma proposta um pouco diferente, o pesquisador e fundador da empresa OZWE, Frederic Kaplan, 35, criou o QB1, uma espécie de juke-box inteligente que pode ser controlada por gestos. "Participei do desenvolvimento do Aibo, da Sony, (um cachorrorobô capaz de expressar emoções em resposta ao meio, entre outras habilidades) e passei a refletir em como transformar objetos comuns em robôs. O computador pessoal foi o candidato mais óbvio", conta o criador.

Além de controle gestual, o QB1, que está sendo vendido com preços a partir de dez mil dólares, pode ser configurado para reconhecer capas de discos e, assim, tocar as músicas do álbum selecionado. Ele ainda reconhece rostos, exibe interfaces personalizadas e apresenta as últimas músicas escolhidas por cada usuário. Entre as patentes que Kaplan detém no projeto está o sistema de percepção em três dimensões embutido na tela. "Com base na ondulação infravermelha que ilumina a cena, o dispositivo pode mensurar a profundidade de cada objeto", explica. 

No Brasil, o músico e cientista da computação Jarbas Jácome, 27, acabou de montar um protótipo que também reproduz músicas a partir de controle gestual. Sem nome oficial, mas apelidado de radiola de ficha, o equipamento faz parte do projeto ViMus, do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.). Entre as experiências com o sistema, está uma instalação para a Fundação de Cultura do Governo do Estado de Pernambuco que apresenta fotos de diferentes regiões do estado mediante movimentos com as mãos. A última aplicação, no Museu Chico Science, na cidade do Recife, permite que os visitantes interajam com sínteses gráficas que representam o mangue. No dia do lançamento da atração, o músico anunciou a versão em software livre do ViMus (www.info.abril.com.br/download/5697.shtml). "Por enquanto, o programa não tem interface gráfica, está restrito a quem entende conceitos de programação", diz Jácome.

Reconhecimento de padrões

No centro de boa parte dessas interfaces, de acordo com o pesquisador da IBM Research, Cláudio Pinhanez, está o emprego de modelos estatísticos de reconhecimento de padrões. "O processo normal é coletar exemplos dos gestos, analisar as características fundamentais e que elementos seu equipamento de detecção é capaz de determinar", descreve o pesquisador. "Então, você tem o gesto, a análise, o significado dele e, no meio, modelos estatísticos." Até a década de 90, segundo ele, a solução não era utilizada nos projetos da área. "Não havia poder computacional suficiente para rodá-los."

A própria experiência de Pinhanez aponta essa questão. Durante seu doutorado, também no Media Lab do MIT, em 1996, ele desenvolveu o espaço interativo The Kids Room. Com oito computadores, duas câmeras e um projetor de 80 quilos, o sistema criava um jogo virtual com base na interpretação das ações dos jogadores — no caso, crianças com idades a partir dos 8 anos. "Já usávamos método estatístico, mas bem limitado. Quanto mais poder computacional, maior o vocabulário de gestos e a capacidade de lidar com problemas externos", afirma.

Seu último trabalho nesse campo foi o Everywhere Display, pela IBM, que já está sendo testado em algumas empresas. Com projetor e câmera, a ideia é possibilitar a interação por meio de gestos com imagens projetadas em qualquer superfície — proposta semelhante à do Sixth Sense. Em uma apresentação da tecnologia para o programa NBC Today, da rede americana NBC, o Everywhere Display projetava no chão de um supermercado três botões com características de alguns alimentos. Com o pé, o usuário escolhia as opções e o sistema indicava a localização dos produtos por meio de pegadas virtuais no chão. Diante da prateleira, o comprador colocava a mão em frente ao produto para que informações como a sua composição aparecessem em um LCD acima da prateleira.

Pinhanez avalia que o desafio das pesquisas com controles gestuais é capacitar os sistemas para compreender o contexto em que se desenvolvem as ações. "É difícil discernir gesto de comunicação dos de comando", observa. A solução encontrada até agora, segundo ele, é fechar o contexto. A alternativa encontrada pela empresa americana Gesture Tek, com sua linha GestPoint, foi delimitar o espaço em que os usuários podem fazer os gestos acima dos produtos AirPoint e HoloPoint. Com preços que variam de 3 900 dólares a 20 mil dólares, a empresa possui oito linhas de produtos com interface de reconhecimento de gestos. Entre eles, há até modelos para fisioterapia.

Será o fim do mouse?

Ciente desse novo estágio da tecnologia pessoal, a Microsoft incorporou ao Windows 7 suporte a aplicações multitoque. De acordo com Galileu Vieira, gerente de novas tecnologias para consumidores finais da Microsoft, a empresa ainda não agendou o lançamento de equipamentos que acompanhem a tecnologia. "Acreditamos que estamos passando por uma evolução da interface gráfica para a interface natural, por meio da qual você pode interagir com o computador por ações como escrita, comandos de voz e gestos", afirma.

Apesar da evolução (e não revolução, como ele salienta), Vieira não acredita que a popularidade dos sistemas de reconhecimento de gestos irá abrir a sepultura para os controles convencionais, como mouse e teclado. "Essa tecnologia vem para complementar", acredita.

Música multitoque

A tecnologia de reconhecimento de gestos ainda não chegou ao ponto de traduzir em som as performances dos adeptos do air guitar, aqueles malucos que adoram solar com suas guitarras imaginárias como se fossem o próprio Jimi Hendrix. Mas não faltam projetos que combinam novas interfaces naturais e a linguagem musical, como o Reactable, uma espécie de sintetizador modular com tecnologia multitoque, criado por pesquisadores do Grupo de Tecnologia Musical da Universidade Pompeu Fabra, na Espanha. "Abaixo da mesa existe uma câmera que rastreia a movimentação dos objetos e os gestos dos músicos sobre a superfície", descreve Martin Kaltenbrunner, um dos criadores. Com 76 centímetros de diâmetro, já foi utilizado em shows da cantora islandesa Björk. No Brasil, ele rendeu aplausos na edição de 2007 do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) e em uma apresentação do ex-ministro da Cultural Gilberto Gil, no ano passado.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O WOLED tem a luz

LEDs orgânicos podem produzir iluminação mais eficiente e barata.

Na procura de fontes baratas e eficientes de luz branca, os diodos emissores de luz (LEDs) há muito são considerados a alternativa mais promissora. Em breve, uma nova geração de LEDs orgânicos brancos poderá iluminar lares, escritórios e telas de computador. Os LEDs são a solução mais indicada em inúmeros casos, porque convertem energia elétrica em fótons de forma extremamente efi caz. Enquanto as lâmpadas incandescentes transformam apenas 5% da energia que recebem em luz e as fluorescentes conseguem aproveitar 20%, os LEDs chegam a 30% ou mais.

O problema é que os LEDs convencionais produzem luz somente em comprimentos de onda específicos. Por isso, seus fabricantes utilizam dois truques para gerar luz branca. Um deles é usar vários LEDs, cada um com uma cor primária. Quando combinadas, essas cores provocam a sensação de luz branca aos olhos humanos. A outra técnica é envolver um LED azul com fosfato ou químicos fluorescentes, que absorvem uma parte da luz azulada e a emitem em tom âmbar. Nós também enxergamos essa combinação como luz branca.

Pigmentos que brilham
Esses processos são relativamente caros. Porém, uma opção mais barata está surgindo do desenvolvimento de pigmentos orgânicos que emitem fótons azulados e em tons de âmbar. Eles podem ser combinados na camada emissora de luz do LED. O resultado é um LED orgânico que produz luz branca diretamente, conhecido como WOLED. Entretanto, os WOLEDs ainda não saíram dos laboratórios. Altas correntes elétricas tendem a estragar os pigmentos orgânicos nos quais eles são envolvidos. Isso torna sua vida útil drasticamente menor que a dos LEDs inorgânicos, feitos de materiais como arsenieto de gálio e índio. Uma solução para esse problema seria descobrir como produzir uma claridade razoável com a mais baixa corrente elétrica possível.

Dois em um
Um grupo do Instituto Changchun de Química Aplicada, da Academia Chinesa de Ciência, liderado por Dongge Ma, apresentou uma maneira simples de fazer isso: sobrepor duas camadas emissoras de luz branca num único dispositivo, de modo que eles funcionem em série. Um artigo recente no Journal of Applied Physics explica a descoberta. "A estrutura sobreposta fornece mais claridade com correntes mais baixas", explica Paul Burrows, engenheiro elétrico da Reata Research, consultoria em ciência e tecnologia de Kennewick, no estado americano de Washington.

Mas a invenção tem um provável inconveniente: os diodos em série exigem o dobro da voltagem para funcionar, o que pode prejudicar a efi ciência do dispositivo. Até agora, entretanto, não se sabe se, de fato, isso acontece — algo que deve ser esclarecido por meio de testes adicionais. Colin Humphreys, cientista de materiais da Universidade de Cambridge, alerta para o excesso de otimismo num estágio ainda primário de desenvolvimento. "Há muita expectativa em relação aos WOLEDs", diz, mas ainda existem muitos desafios a ser superados antes de esses dispositivos chegarem ao mercado. "Eles podem tanto conquistar um amplo espaço como ser um produto segmentado. O futuro dos WOLEDs, por enquanto, é incerto", afi rma Humphreys.

 

Tio Bill diz que desistiu do Facebook

Todo mundo quer ser amigo de Bill Gates. Em números, cerca de dez mil pessoas tentaram adicionar o ex-CEO da Microsoft no Facebook, desde a última vez que ele entrou na rede.

Mas o sentimento não é recíproco. Em viagem à Índia, para receber um prêmio por suas ações de caridade, Gates disse que desistiu de participar o Facebook, pois o site de relacionamentos passou a ser um transtorno em sua vida virtual.

O atual conselheiro da Microsoft diz que parou de acessar sua conta, depois que viu que uma dezena de milhares de pessoas que ele não conhecia tentavam fazer parte de sua lista de amigos.

A agência de notícias francesa AFP também publicou que, na cerimônia, Bill Gates declarou “não ser uma pessoa tecnológica vinte e quatro horas por dia”. O homem mais rico do mundo na lista da Forbes de 2009 falou que lê muito “e parte dessa leitura não é feita no computador”.

Gates esteve presente em Nova Delhi para receber o Prêmio Indira Gandhi por Paz, Desarmamento e Desenvolvimento, dado pelo governo local a sua organização Bill e Melinda Gates Foundation pelo trabalho realizado nos últimos meses.

Em 2007, a Microsoft investiu 240 milhões de dólares no Facebook. Talvez Bill Gates diria "amigos, amigos, negócios à parte".

 

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Eletricidade sem fio é quase uma realidade

Empresa americana está próxima de tornar a eletricidade sem fio uma tecnologia presente no dia a dia.

Durante a última conferência TED Global, em Oxford, o CEO da Witricity explicou como seria possível realizar o feito em alguns smartphones. Eric Giler usou como exemplo o G1 da HTC, rodando o sistema Android, e o iPhone.

A transferência da eletricidade sem fio é possível graças à ressonância eletromagnética. É o mesmo princípio que faz o vidro rachar quando a nota musical certa é tocada no tom exato. O fenômeno funciona com objetos que possuam a mesma freqüência de ressonância e que, por isso, podem transferir energia entre si sem interferir em objetos próximos.

O sistema Witricity usa duas bobinas que compartilham a mesma freqüência para transferir energia: uma está conectada à fonte de energia e a outra é colocada no aparelho. A energia flui entre as duas e a voltagem começa a aumentar na bobina do equipamento, carregando sua bateria ou alimentando seu funcionamento.

A tecnologia poderia ser aplicada às mais diversas áreas, do uso pessoal á equipamentos médicos. Como exemplo, a empresa cita a comodidade de se ter uma estação de trabalho, com PC, impressora e fax, funcionando sem a necessidade de fios. Ou então o uso em marca passos, desfibriladores, ou outros devices que necessitam de carga para as baterias.

Isso significa que, muito em breve, você poderá perambular com seu laptop pela casa ou escritório enquanto a bateria estiver sendo carregada – claro, desde que mantida uma distância mínima da fonte de energia.

 

Projeto de loja da Microsoft cai na rede

Uma apresentação enviada ao blog Gizmodo revela diversos detalhes sobre o projeto de lojas da Microsoft.

Os editores do site receberam um Powerpoint elaborado pela empresa Lippcott com informações sobre o conceito, design e até os princípios do empreendimento. A própria Microsoft informou que o documento é legítimo, mas que não passa dos primeiros rascunhos feitos pela empresa, longe do que deve ser apresentado ainda este ano.

De acordo com a apresentação, o design da loja seria uma mistura de diversas iniciativas, como a Apple Store e a Sony Style.

A ênfase seria dada ao Windows 7, além do Xbox 360, o Windows Media Center e o Windows Mobile. O ambiente ainda teria um monitor gigante, computadores com Surface e um “bar”, onde os usuários poderiam tirar suas dúvidas referentes aos produtos. O Gizmodo afirma ainda que será possível pagar para comemorar aniversários no local.

Em fevereiro a Microsoft contratou David Porter, que trabalhou anos na rede Wal-Mart. Na ocasião, a companhia revelou seus planos para a construção de uma cadeia de lojas para divulgar seus produtos.

 

Aplicativo rende US$ 1 mi em seis semanas

A Social Gaming Network (SGN) provou que o mercado de aplicativos para iPhone pode ser bem rentável para os desenvolvedores.

Lançado no começo de junho, o Fleet Air Superiority Training (F.A.S.T.), que permite batalhas aéreas online entre diversos proprietários do celular, rendeu US$ 1 milhão para a SGN em seis semanas de exposição no iTunes.

O download do jogo chegou a custar US$ 9,99, mas a empresa reduziu o preço aos poucos até chegar a US$ 1,99. A estratégia adotada pela companhia foi a de encontrar um valor que fizesse com que a massa de usuários se interessasse pelo seu produto.

A nova versão deve trazer ainda um sistema de compra de itens pelo qual os jogadores pagarão por armas e novos aviões. A SGN não entrou em detalhes sobre os preços a serem praticados.

A empresa informou que deve licenciar uma forma básica de sua plataforma para que outros desenvolvedores criem jogos interativos.

 

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A web do futuro é semântica?

A construção de uma internet mais inteligente caminha devagar, mas pode provocar uma revolução.

Esqueça o Google. Se a web semântica virar mesmo realidade, o futuro estará repleto de agentes — programas capazes de pesquisar informações e executar tarefas complexas, que, hoje, apenas os humanos conseguem realizar. Um exemplo: usar a rede para alugar um apartamento em São Paulo, num prédio sem restrições a cachorros, numa rua com baixo índice de criminalidade e a, no máximo, 20 minutos de carro do trabalho. Hoje, uma pesquisa desse tipo exige que o internauta passe algumas horas diante do PC. É necessário visitar vários sites, decidir quais informações têm maior ou menor relevância e tirar conclusões. Com a web semântica, todo o trabalho duro ficará sob a responsabilidade de aplicativos. Eles não apenas conseguirão dar a resposta em poucos segundos como também serão capazes de entrar em contato com as imobiliárias.

Quem idealizou esse cenário foi o pai da web, o físico Tim Berners-Lee, diretor do World Wide Web Consortium (W3C). Mas o projeto de uma internet mais inteligente, que surgiu há mais de dez anos, até agora não decolou. Apesar de padrões e modelos já terem sido definidos e criados há algum tempo, ainda são poucos os sites moldados dentro dos novos parâmetros. Enquanto isso, buscadores como o Google continuam indispensáveis. O que aconteceu?

Teia na rede

Não dá para entender por que a web semântica ainda não se tornou um grande sucesso sem compreender o seu funcionamento. São muitas as diferenças em relação à rede atual. A internet de hoje consiste numa imensa quantidade de documentos, que só se relacionam entre si por meio de links. Quando leem o código de uma página, os computadores veem apenas um punhado de instruções que indicam como exibi-la de modo correto.

No caso de uma livraria virtual, as máquinas não sabem diferenciar preço, título ou autor. Num site pessoal que exibe uma biografia, também não conseguem distinguir a cidade onde a pessoa nasceu das empresas onde trabalhou. Para um computador, cada aspecto desse conteúdo se resume a um conjunto de caracteres. Já a mente humana consegue perceber claramente cada elemento e seu significado.

A web semântica tem o objetivo de fazer os computadores também entenderem o que está descrito nas páginas da web. Na visão de Tim Berners-Lee e de outros pesquisadores, realizar essa mudança radical não exige a criação de complexos programas de inteligência artificial. O grande segredo está em produzir páginas que contenham, no seu código, informações capazes de indicar, às máquinas, o que representa cada item presente.

Para que a web semântica se concretize, é preciso que os dados sejam acompanhados de descrições baseadas nos padrões do W3C. Entre esses padrões, os principais são XML, RDF e ontologias (veja o glossário na página 60). Por meio desses códigos, os computadores vão identificar o que representa um nome, um endereço, uma cidade e assim por diante. Eles não vão se tornar mais espertos e realmente compreender, como o cérebro humano, o significado de cada coisa. Mas essa camada adicional de conteúdo permitirá a ação de programas especiais, os agentes, para lidar com informações e executar tarefas.

Admirável mundo novo

Berners-Lee e os pesquisadores James Hendler e Ora Lassila descreveram o que esperavam da web semântica num artigo publicado em 2001 na revista Scientific American (http://tinyurl.com/dytfbz). No texto, que se tornou referência, os agentes não estão presentes apenas em computadores, mas também em dispositivos móveis. Logo no início, um telefone toca e o volume de todos os aparelhos sonoros é diminuído automaticamente. Depois, um programa recebe a missão de agendar sessões de fisioterapia. E seguem vários outros exemplos semelhantes.

Hendler, hoje professor do Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos, disse à INFO que faria poucas alterações no artigo original. "Teria deixado mais claro de que falávamos de semântica realmente muito simples e enfatizado o quanto ela pode nos levar longe", afi rma. "Muitos pensam que a web semântica depende de inteligência artificial, mas estão errados. Tem muito mais a ver com bancos de dados e aplicativos para a web."

Para o pesquisador, não é possível dizer que essa nova internet ainda não emplacou. "Programas na web que aplicam essas tecnologias em larga escala já existem há mais de dois anos, e muitos outros continuam a surgir", diz. "É uma tecnologia ligada à infraestrutura. As pessoas esperam ‘vê-la’, mas o que ela realmente tem feito é permitir que os desenvolvedores enriqueçam seus sites e integrem melhor as informações de diferentes páginas."

Para Vagner Diniz, coordenador-geral do escritório brasileiro do W3C, uma verdadeira revolução está prestes a acontecer. "Pelas experiências que temos visto, haverá uma mudança radical", afirma. "Mas isso não quer dizer que as velhas tecnologias vão deixar de funcionar." A web atual e a semântica vão, portanto, coexistir — daí a resistência de muitos pesquisadores em se referir a esse novo cenário pelo termo web 3.0. "Cada vez mais, os sites estão em conformidade com os novos padrões", diz Carlos Cecconi, analista de projetos do W3C no Brasil.

Dados invisíveis

Se a maioria das páginas da internet já incorporasse a lógica da web semântica, os buscadores poderiam oferecer resultados mais precisos e complexos. A equipe do recém-lançado Wolfram Alpha (http://info.abril.com.br/web20/322.shtml) teve de construir, de modo quase artesanal, uma base de dados de onde o serviço tira todas as suas respostas. Para garantir a confiabilidade das informações, elas não são extraídas em tempo real da rede. Mas, se a maior parte da internet já incorporasse os novos padrões e modelos do W3C, o processo seria quase todo automatizado.

Apesar de a web semântica trazer benefícios, sua adoção ampla continua sendo uma promessa. "É a natureza humana", afirma Jon McLoone, desenvolvedor sênior da Wolfram Research. "Marcar as páginas exige esforço e, para muitos sites, não há recompensa." Ele vê, ainda, um alto grau de complexidade na tarefa, que poderia ser eliminado se ferramentas pudessem cuidar sozinhas da maior parte do trabalho. "Sem isso, a web semântica pode acontecer no ano que vem ou nunca", diz

A automatização parcial do processo também é vista como alternativa por Renato Fileto, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). "Uma das grandes dificuldades é a construção de ontologias", diz. Segundo ele, isso poderia ser facilitado por meio de aplicações baseadas em inteligência artificial. Fileto também acredita que ainda existe uma barreira no mundo corporativo. "Muitas vezes as empresas se recusam a adotar padrões por interesses comerciais", afirma.

Mas há lugares em que a web semântica está se tornando cada vez mais popular: as intranets. "Ali, ela está crescendo", diz José Parente de Oliveira, professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Sua adoção pode ter futuro também em outras áreas. Parente acha que as descrições semânticas podem ajudar a criar sistemas de análise de situação. Isso seria útil, por exemplo, no controle do tráfego aéreo. "Na internet, as coisas são mais lentas para acontecer", afirma o pesquisador. "As empresas precisam ver os benefícios que a web semântica traz", diz.

Vocabulário semântico

Conheça os principais padrões da web semântica:

XML (EXTENDED MARKUP LANGUAGE):

Linguagem para intercâmbio de dados. Permite, por exemplo, a criação de tags.

RDF (RESOURCE DESCRIPTION FRAMEWORK):

acrescenta contexto aos dados por meio de trios, marcadores semelhantes a sujeito, verbo e objeto de uma frase.

ONTOLOGIA:

descrição de termos e das relações semânticas entre eles. Permite identificar conceitos similares descritos de forma diferente.

 

terça-feira, 21 de julho de 2009

Adobe aposta em código aberto

A Adobe anunciou esta semana duas novas iniciativas no campo do código aberto. O objetivo dos projetos é auxiliar a criação de componentes de alta qualidade para o Flash.

O Open Source Media Framework (OSMF) permite que os desenvolvedores criem players de mídia para rodar vídeos, enquanto o Text Layout Framework facilita a criação e manipulação de tipografia e layout das fontes para apresentações.

As duas plataformas estão disponíveis gratuitamente para download no site da empresa, que acredita nas possibilidades de monetização oferecidas pelos produtos.

A abertura do código é uma tentativa da Adobe de lutar contra a concorrência que começa a crescer no mercado, como é o caso do Silverlight, da Microsoft. Com os programas nas mãos dos desenvolvedores, a companhia tem mais chances de expandir a aceitação de seu padrão na rede.

Você quer ganhar 17 777 dólares?

A Microsoft vai premiar, com dinheiro e uma viagem a Los Angeles, o melhor aplicativo para Windows 7.

O concurso, chamado Code7, vai distribuir prêmios a aplicativos desenvolvidos para o Windows 7. A Microsoft diz que o objetivo é premiar programas que sejam inovativos, valiosos para o usuário e que empreguem recursos do novo sistema operacional - como o DirectX 11 e as bibliotecas. Numa primeira fase, uma comissão vai escolher um finalista de cada região. A América Latina é uma delas. Depois, entre sete finalistas, será apontado o grande vencedor.

Há uma série de prêmios, com valores que começam em 1 000 dólares. O primeiro colocado vai receber 17 777 dólares e uma viagem a Los Angeles para participar do evento PDC09. Também será convidado a visitar a sede da Microsoft em Redmond, no estado americano de Washington, mas terá de pagar suas despesas de viagem para isso. Está interessado? As inscrições vão até o dia 10 de outubro. Há mais detalhes no siteCode7contest.

 

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Chrome OS mira Windows e atinge Ubuntu

Ninguém sabe se o Google Chrome OS vai conseguir desbancar o Windows. O sistema operacional, no entanto, tem tudo para prejudicar o Ubuntu.

Um dos primeiros a levantar o alerta foi o jornalista Renai LeMay, da ZDNET Australia. LeMay destacou que o Linux sofre há décadas com a fragmentação. É a mais pura verdade.Centenas de distribuições surgiram, cresceram e morreram, e uma parte do trabalho de um monte de desenvolvedores se perdeu no meio desse processo. Se desde o início todo o esforço tivesse sido concentrado em um algumas versões, o resultado seria outro – e talvez houvesse um sistema operacional livre muito mais avançado hoje.

O fato é que, nos últimos anos, o Ubuntu começou a despontar como a distribuição mais popular do mundo do pinguim. Tornou-se o mascote da comunidade do software livre, e seu desenvolvimento tem unido esforços antes dispersos. O que vai acontecer com a chegada do Chrome OS? O sistema do Google vai dividir de novo a comunidade do software livre, e o efeito “cool” de Mountain View pode atrair multidões de programadores.

A Canonical, que mantém o Ubuntu, não tem nem de longe o mesmo volume de recursos que estão depositados nos cofres de Larry Page e Sergey Brin. No quesito “marketing”, a derrota é certa. Outro problema virá da relação com os fabricantes de hardware, que já começam a embarcar desesperadamente na canoa do Google. É certo que eles vão priorizar Mountain View. Será que o Ubuntu aguentará o tranco? Vai ser difícil. Ficarão apenas os voluntários realmente engajados.

Difícil entender por que o Google, que se diz uma empresa boazinha, não se dedicou exclusivamente a melhorar a distribuição da Canonical. Não faria todo o sentido para quem defende a paz mundial e o bem-estar de todos os usuários? Mas, pensando bem, não é tão complicado deduzir por que isso ocorreu. Forçar as pessoas a fazer tudo pela web – o objetivo final do Chrome OS – é um jeito de garantir que a fonte de dinheiro dos anúncios continue a fluir, com cada vez mais força.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Office 2010 pode desintegrar o Google Docs

A Microsoft contra-atacou o Google nesta segunda-feira (13), com o anúncio de que o Office 2010 terá uma versão online gratuita. Pobre Google Docs.

A guerra entre as duas empresas está cada vez pior. Quando as forças de Bill Gates colocaram no ar o Bing, o exército de Mountain View respondeu com o Google Wave. Foi uma maneira de ofuscar a chegada do primeiro buscador decente da Microsoft e de dizer “Olhem como as armas deles são ultrapassadas...”. Algumas semanas se passaram e os generais Larry Page e Sergey Brin dispararam o Google Chrome OS. Dias depois caiu outra bomba das nuvens, o Office 2010.

Difícil dizer quem começou a batalha. O Google Docs foi a primeira provocação? Ou foi o Live Search que deu início ao confronto, muitos anos atrás? Como no conflito entre israelenses e palestinos, os dois lados acham que estão com a razão. Os desenvolvedores do Google se veem como os soldados mais bem preparados. E os da Microsoft, também. Agora, os dois lados cismaram em mostrar que conseguem superar seus adversários. É um caminho sem volta, uma guerra fria digital.

O fato é que a grande massa de internautas no planeta ainda não usa qualquer suíte de aplicativos online. A pequena parcela que faz isso divide-se principalmente entre Google Docs, Zoho e Thinkfree. A força do nome “Office” pode certamente implodir os três de uma tacada só: milhões de pessoas e empresas devem embarcar na iniciativa da Microsoft se ela funcionar bem. Isso não significa que esses rivais mais antigos deixarão de existir. Mas certamente haverá feridos. Do outro lado do front, o poder da marca “Google” também tem impedido o Bing de decolar. São neuromonopólios.

Alguém vai se levantar e dizer: “Toda competição é benéfica para o consumidor e essa guerra só trará benefícios”. Pode até ser, mas apenas no curto prazo. Google e Microsoft estão atuando em um número cada vez maior de frentes. Isso tende a se ampliar cada vez mais, levando ambas as empresas a perderem o foco naquilo que sabem fazer melhor. Com isso, todo mundo sairá perdendo – inclusive você.

Foto: Wikimedia Commons

 

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Como roubar senhas pela corrente elétrica

Analistas de segurança devem apresentar um novo método para roubar dados digitados em um computador com ajuda da corrente elétrica.

Andrea Barisani e Daniele Bianco farão uma demonstração da técnica durante a Black Hat Conference USA 2009, em Las Vegas, EUA. A intenção é provar que cabos e conectores dos periféricos não oferecem proteção alguma contra esse tipo de ataque.

Ao utilizar o teclado normal, uma série de sinais são enviados pelo cabo de força. Esses pulsos de energia podem ser capturados por um aparato composto por dois sensores separados por um resistor ligado à rede elétrica do local. Ele capta a diferença de voltagem e converte essa informação em letras e números.

Em ambientes com muitos teclados, um especialista pode desenvolver métodos de filtragem, desde que consiga identificar o periférico desejado.

Segundo o Network World, o custo do equipamento de invasão é de aproximadamente US$ 500. A instalação pode levar semanas, dependendo das habilidades de engenharia social do hacker.

 

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Google estreia rival do Windows em 2010

 O Google está desenvolvendo um sistema operacional para netbooks que pode pôr fim ao duradouro domínio da Microsoft sobre a experiência dos usuários de computadores.

O novo programa, anunciado na noite de terça-feira (06/07) pelo gigante das buscas, será baseado no navegador Chrome, que completou nove meses de idade.

A companhia vai contar com a ajuda da comunidade de desenvolvedores de código aberto para criar o sistema operacional do Chrome, que deve estar disponível a partir do segundo semestre de 2010.

O Google confirmou seus planos logo após o serviço de notícias de tecnologia Ars Technica e o The New York Times publicarem rumores a respeito da novidade.

O sistema operacional representa a mais corajosa estratégia da companhia para competir diretamente com sua mais forte rival: a Microsoft.

Nos últimos anos, a fabricante do Windows assistiu a alguns de seus principais executivos a trocarem por cargos no Google. Além disso, a suíte online de aplicações Google Apps vem sendo uma irritante concorrente para pacote Office.

Por outro lado, a companhia de Redmond investiu bilhões de dólares para aperfeiçoar seu mecanismo de pesquisa online e seu sistema de anúncios na internet. No mês passado, o Bing, novo buscador da Microsoft, conseguiu aumentar a participação da empresa no mercado.

Agora, o Google mira a jugular da maior fabricante de software do planeta enquanto prepara o novo sistema operacional do Chrome.

Grande parte do poder e da receita da Microsoft são oriundos do Windows, que está instalado na maioria dos computadores do mundo há cerca de duas décadas.

Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, diversas vezes classificaram o Windows como um programa sem graça muito suscetível a vírus e outros problemas de segurança.

"Ouvimos sempre a opinião de nossos usuários e eles são claros: os computadores precisam melhorar urgentemente", escreveu Sundar Pichai, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, no blog da companhia.

Eric Schmidt, CEO do gigante das buscas, e Brin devem dar mais detalhes sobre o novo sistema operacional ainda nesta semana quando se apresentarem na conferência de mídia organizada pelo Allen & Co em um resort em Idaho.

"Acreditamos que a possibilidade de escolher estimulará a inovação e todos serão beneficiados, incluindo o Google", acrescentou Pichai.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Chips NVIDIA estarão nos celulares este ano

A fabricante de processadores gráficos NVIDIA vai colocar a plataforma Tegra em celulares até o final do ano. A ideia é melhorar em dez vezes a capacidade dos dispositivos de lidar com vídeos, games e aplicativos em terceira dimensão.

As soluções da empresa, batizadas de Tegra Series 600 e 650, juntam chip e sistema operacional. O primeiro tem 700 MHz e consegue tocar vídeos em 720p, enquanto o outro possui 800 MHz e reproduz até conteúdo em 1 080p. A imagem acima ilustra uma sugestão para a indústria de como pode ser a carcaça dos smartphones com o componente embarcado.

De acordo com notícias de sites taiwaneses, repercutidas na mídia especializada internacional, as primeiras fabricantes que irão colocar o Tegra no mercado serão a Samsung e a Motorola. Segundo uma entrevista do CrunchGear com um porta-voz da NVIDIA, esses aparelhos estarão à venda nos Estados Unidos pelas operadoras, custando cerca de 199 dólares.

A empresa também quer ver a plataforma fazendo parte de outros dispositivos móveis, ao estilo dos MIDs (Mobile Internet Devices), por exemplo. Em entrevista à INFO realizada no ano passado, o vice-presidente de vendas da NVIDIA, John Lonergan, afirmou que uma das apostas da companhia era “desenvolver produtos para preencher a lacuna existente entre notebooks e celulares”.

 

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Google Street View começa em BH, RJ e SP

O Google e a Fiat anunciaram oficialmente, hoje (2), a parceria que trará o serviço Street View às capitais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Serão trinta Fiat Stilo equipados com máquinas fotográficas, que circularão um milhão de quilômetros pelas vias urbanas dos três municípios. A escolha do modelo, segundo a Fiat, se deve às altas tecnologias e o histórico de inovações do automóvel, que circulará na velocidade de um carro comum e está preparado para elevações e buracos do asfalto.

A captura de imagens se inicia no dia de hoje pelas cidades escolhidas e não há expectativa da chegada ao usuário final, já que se trata de um trabalho demorado de processamento e envolve outros países. A intenção futura é expandir para o maior número de cidades possível, segundo o Gerente de Produtos de Mapas do Google, Marcelo Quintella.

Para trazer o produto ao Brasil pela Fiat, o diretor geral do Google Brasil declarou que teve que pedir o aval dos donos da companhia Larry Page e Sergey Brin, e o CEO Eric Schmidt, que se disseram "encantados" com o plano.

"É um projeto que traz uma série de benefícios aos usuários. Traz uma dimensão de serviço público que não pode ser desprezado", diz Alex Dias, que tem convicção que o Street View "pode ser usado desde turismo até segurança pública".

Segundo os executivos do projeto, a intenção é que todas as regiões das cidades sejam mapeadas, mas algumas cenas podem ser omitidas por meio de conversas com instituições públicas se trouxerem riscos de segurança à população.

Sobre a questão de privacidade, o Google diz que o Street View não mostra os rostos das pessoas, mas caso o usuário se sinta prejudicado pela imagem, basta escrever no canal de contato do Street View reportando a inadequação. A reclamação é verificada pela equipe do programa e, caso proceda, a imagem é eliminada.

O lançamento deverá ser conjunto: Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo terão os mapas publicados no mesmo dia. O Google não explica se haverá diferença no modo de operação de captura de fotos em regiões onde a criminalidade é alta.

Os investimentos do trabalho conjunto das engenharias e das ações de mídia por dois anos não têm o valor divulgado pelas empresas.

 

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Google Street View Brasil rodará com um Stilo

A partir da próxima quinta-feira (2), o acordo entre Google e Fiat para trazer o Street View deverá ser oficializado, conforme reportado anteriormente.

Quais as cidades que o serviço mapeará, porém, ainda é um mistério. Rumores dizem que apenas a capital de São Paulo está confirmada até o momento.

Uma das únicas certezas é o carro que receberá a gigantesca câmera em sua parte superior: um Fiat Stilo 2009, segundo palavras de uma fonte próxima à montadora.

Vale lembrar que na Europa, as fotos são tiradas por Opel Astras, da General Motors. Pela Oceania, Austrália e Nova Zelândia recebem as imagens de Holden Astras, também da GM.

O carro do Street View no Japão é um Toyota Prius, e nos Estados Unidos, há três modelos: Chevrolet Cobalt, Saturn Astra (ambos da GM) e também o japonês Prius.

E quanto ao Stilo do Google, o “nosso”, será que virá em azul, amarelo, vermelho, verde, ou todas elas? É aguardar para ver. Separem suas melhores roupas, o espião motorizado está chegando.