sábado, 28 de fevereiro de 2009

Vírus afirma ter te conhecido no carnaval

Vírus afirma ter te conhecido no carnaval


Um vírus que está circulando na internet em forma de cavalo-de-troia pode causar problemas a muito foliões desapercebidos.

Com o título “te conheci no carnaval”, uma estudante da Universidade Paulista (Unip), envia uma mensagem bastante verídica, inclusive com o endereço de e-mail @unip.br. O remetente aparece como “Melissa”.

O e-mail se aproveita de uma época em que muitas pessoas se conhecem em meio à festa e acabam trocando contatos para se encontrarem mais vezes. No conteúdo da mensagem, Melissa diz: “Ola tudo bem ? Amei ter conhecido vocês, foi o melhor carnaval da minha vida. Quando você ver as fotos não vai nem acreditar rsrsrsrrs. (...) Vamos ver que agente (sic) apronta na semana santa, qualquer coisa eu te ligo, to pensando em ir para chacara, se animar me avisa!”

Logo abaixo, um suposto arquivo anexo de 144 KB com o título Fotos.zip. Mas basta passar o mouse em cima do link para ver um endereço bastante estranho.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Buraco negro: como a web devora a história

Acadêmicos, pesquisadores e até mesmo estudiosos da história do beisebol perceberam recentemente o desaparecimento de alguns arquivos de jornais mais antigos até há pouco disponíveis na Web.

Os problemas surgiram depois que a PaperofRecord.com, uma coleção de mais de 20 milhões de páginas de jornais que variam do Toronto Star a periódicos de aldeias mexicanas, passando por publicações de Perth, Austrália, se fundiu ao Google News Archive.

O problema, descobriram os pesquisadores, é que o Google encontrou dificuldades para reformatar as imagens dos jornais e adquirir os direitos de exibição do conteúdo de algumas das publicações mais antigas, e por isso bloqueou, ao menos temporariamente, o acesso a alguns dos arquivos.

Existe uma visão idealizada da Web como uma espécie de armazém geral do conhecimento humano, e no sentido da amplitude daquilo que se pode descobrir com uma busca aleatória no Google, isso é verdade.

Mas apesar de toda essa abertura, a Web provou ser um receptáculo ineficiente para a preservação histórica, e boa parte do tesouro que ela abriga fica perdido em um labirinto de páginas de Web alteradas, links quebrados e sites eliminados.

O diretor da British Library recentemente alertou em artigo para o jornal Observer que, se essa memória digital não for reparada, corremos o risco de "criar um buraco negro para os futuros historiadores e escritores".

Os arquivos do Sporting News, conhecido como "a bíblia do beisebol" e fundado em 1886, estão entre as publicações que caíram vítima da transição da PaperofRecord.com ao controle do Google. Alguns jornais mexicanos antigos também estão indisponíveis, se queixam os acadêmicos.

Preservar a História na Web é difícil até mesmo para o Google, cuja missão declarada é a de "organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil".

"Estamos fazendo o melhor que podemos para encontrar uma solução que inclua o máximo possível do conteúdo adquirido", disse um porta-voz do Google sobre a transição do arquivo de jornais.

Mas à medida que proporção cada vez maior de nossa memória coletiva ganha abrigo online, cresce o perigo de que percamos o conteúdo e contexto de eventos acontecidos até mesmo há poucos dias, quanto mais há semanas, meses ou décadas.

Tente recuperar links de escândalos antigos ou imagens inconvenientes na Web, por exemplo Enron, Parmalat ou outros nomes corporativos que entraram em colapso. A maior parte deles desapareceu, apesar dos esforços de sites como a Wikipedia ou Smoking Gun ou combinação de forças da blogosfera para a preservação da história.

Onde foi parar o senso de revolta coletiva global com a pilhagem do Museu Nacional do Iraque durante a invasão dos Estados Unidos ao país em 2003? Apesar de ser difícil de medir, creio que é possível apostar que o mundo sofre a perda de um museu cheio de artefatos todos os dias, dependendo de como a Web armazena nossas memórias culturais.

O modo como a World Wide Web evoluiu ao longo dos últimos tornou possível deixar obscuro ou mesmo apagar fatos inconvenientes. Isso não era a intenção do inventor da Web, Tim Berners-Lee, cujo objetivo era fazer com que cada endereço apontasse para uma página de dados. Em vez disso, os projetistas da Web acharam conveniente criar endereços dinâmicos que podem tornar impossível encontrar informações em uma segunda visita a um mesmo site.

Por isso, desfrute dos muitos benefícios da Web enquanto eles ainda estão acessíveis em sua tela. Mantenha cópias de tudo que deseja recordar, ou encare o risco de perder essas informações talvez já no próximo momento em que atualizar uma página.

Vivemos em uma época em que a capacidade de registrar e preservar o que fazemos em nossas vidas nunca foi tão grande. Mas usar a Web para preservar essas memórias torna mais e mais provável que as gerações futuras vejam os primeiros anos da Internet como décadas perdidas.

 

Exposição de carros em Genebra terá veículo controlado por iPhone

Ele manda e-mails, reproduz vídeos, acessa a internet e até faz fotografias, mas será que o iPhone consegue controlar um carro? A Rinspeed, fabricante suíça de veículos especiais, vai mostrar o conceito de um carro elétrico controlado pelo celular da Apple na próxima semana, durante o Geneva Motor Show. O evento ocorre em Genebra de 5 a 15 de março.

O iChange não tem chaves: ele usa o iPhone para ligar o veículo. O smartphone é colocado em um suporte no painel à direita ou esquerda do volante. Uma vez conectado, um botão verde "start" aparece na tela do iPhone e coloca o motor do carro em funcionamento. Ao dirigir o veículo, o iPhone pode controlar outras funções, como ligar e desligar os faróis.

Mas o iChange é mais do que um novo modo de usar o iPhone. Com ele, a Rinspeed quer revolucionar o modo que as pessoas pensam dos carros. A maioria dos veículos é projetada para levar um número fixo de passageiros em um número fixo de assentos - e todo o carro é projetado em torno disso. Mesmo com apenas uma pessoa, o espaço do carro nunca muda. Sua aerodinâmica e seu consumo de combustível são constantemente ligados ao número fixo de passageiros. Não o iChange.

A configuração básica do veículo é um esportivo em formato de cápsula para apenas uma pessoa. Só que, ao apertar um botão, a parte de trás do veículo "cresce" (um vídeo na página do fabricante mostra alguns detalhes desse processo), fornecendo espaço para mais dois passageiros adicionais. Esse conceito adaptável é uma das inovações do iChange, mas existem outras.

O carro é totalmente elétrico, movido a baterias de íons de lítio, com duas configurações disponíveis: uma com menos baterias, para curtas distânicas, e outra mais pesada, para longas distâncias. O motor elétrico de 150 kilowatts foi forneceido pela Siemens e leva o caro de zero a 100 quilômetros por hora em 4,2 segundos, de acordo com a Rinspeed.

Seu sistema de áudio Harman/Kardon usa um processador Intel de baixo consumo de energia, e a navegação por GPS calcula as rotas mais rápidas ao seu destino e também a mais ecologicamente amigável para chegar lá no iChange.

Frank Rinderknecht, criador do iChange, é famoso na Suíça por criar carros conceituais. No ano passado, foi o "sQuba", um esportivo capaz de andar embaixo d'água, também mostrado na exposição de carros de Genebra. Seus veículos quase nunca chegam ao mercado - então nem adianta procurar pelo iChange em uma concessionária por aí.

 

Polonês roda versões antigas do Windows dentro de celulares Symbian

De acordo com o site Mobile Computer, um polonês que se denomina Marcin-PRV instalou o Windows 95 e o Windows 3.1 em alguns modelos de celulares Nokia. Todavia, apenas a calculadora aparentou funcionar.

O feito foi possível graças à versão para Symbian do DOSBox, um emulador do antigo DOS. A partir dele, Marcin-PRV conseguiu colocar as versões dos sistemas nos modelos N95, N85 e N82. Embora o desempenho deixe a desejar é uma façanha e tanto, sendo de especial interesse para pesquisadores de sistemas emulados.

O site Hack a Day disponibiliza um vídeo do sistema rodando em um aparelho Nokia N82, no qual o sistema operacional da Microsft demora mais de 20 segundos
para sair da tela de apresentação. O link para o vídeo é tinyurl.com/ban2kq.

Imagens no site FrazPC mostram vários screenshots da experiência, e até mesmo um selo híbrido com a janela e o logotipo do Symbian. As telas podem ser vistas pelo atalho tinyurl.com/c9ohux.

ASUS arrasa com protótipo de placa mãe Marine Cool

Conforme pode ser visto nas imagens acima, a Asus planeja jogar pesado com seus concorrentes no segmento de placas mães.

A gigante asiática apresentou um protótipo da série Marine Cool, que até a léguas a frente da atual linha Republic of Gamers (R.O.G.).

A começar, a nova série conta com revestimento com tecnologia de micro poros de cerâmica. O sistema de dissipação de calor por heatpipes é totalmente novo, com um visual que mais lembra um robô.

Ao que parece, os engenheiros da Asus decidiram utilizar módulos SO-DIMM para equipar o processador, que aparentemente trata-se de um LGA775 (Core 2).

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Bateria futurista pode usar apenas glicose

Já pensou em carregar seu gadget com açúcar? Em Tóquio, no Japão, a Sony demonstrou publicamente, ontem (25) pela primeira vez, a nova bateria que utiliza glicose para gerar eletricidade.

Com funcionamento similar ao metabolismo humano, a ‘biobateria’ utiliza três células cúbicas capazes de originar até 70mW de energia por meio da fórmula molecular C6H12O6 – a popular glicose, encontrada em frutas e no açúcar.

Na demonstração da empresa japonesa, os testadores alimentaram um pequeno ventilador e um tocador de música por meio de uma bebida. Segundo a companhia, muitos aparelhos eletrônicos podem ser inteiramente recarregados por esta fonte ecológica.

O dispositivo usa um anodo (pólo negativo de uma fonte eletrolítica) com uma capacidade de digerir enzimas de açúcar e um mediador, e também um catodo (que auxilia o condutor), compreendendo enzimas de redução de oxigênio e outro mediador. Ambos são separados por um separador de celofane.

Anunciado pela primeira vez em agosto de 2007, em Boston, no evento 234th American Chemical Society  National Meeting & Exposition, a eco-bateria aumentou sua capacidade energética e, de acordo com a Sony, a durabilidade e a potência continuarão se expandindo por meio de estudos e experimentos na área.

A apresentação fez parte do International Hydrogen and Fuel Expo, que acontece até sexta-feira (27) na capital japonesa, onde mais de 925 exibidores compartilham experiências em busca de soluções ecológicas para obtenção de energia.

 

Ambição do Facebook é maior que a do Google!

Quando o Google anunciou como sua missão "organizar toda a informação do mundo", anos atrás, soou ultra megalomaníaco. Agora se vê que eles sabiam do que estavam falando.

Hoje é o Facebook  que define sua missão como "conectar todas as pessoas do mundo", nas palavras de Marc Andreessen, o pai do Netscape e da Ning, que faz parte de seu conselho de administração.  Objetivo duplamente megalomaníaco?

Em termos.  O Facebook já conecta atualmente 175 milhões do 1,5 bilhão de pessoas ligadas à internet, e cresce aceleradamente em boa parte do mundo.  Não é por nada que se fala em fadiga de redes sociais... Quando o Google anunciou como sua missão "organizar toda a informação do mundo", anos atrás, soou ultra megalomaníaco. Agora se vê que eles sabiam do que estavam falando.

MS pode ter que incluir browsers rivais no Windows

A Comissão Européia está perto de obrigar a Microsoft a incluir browsers rivais no Windows, confirmando que planeja punir severamente a empresa por causa do que os reguladores chamaram de "uma década de atividades ilegais que prejudicaram de forma injusta seus concorrentes", de acordo com fontes ligadas ao caso.

A Microsoft sugeriu esta possibilidade no mês passado. Agora parece que isto é quase certeza, já que a Comissão Européia - braço executivo da União Européia - está esperando por uma resposta da Microsoft e ainda não forneceu sua decisão final. Mas o comissário Neelie Kroes deve pedir para que a Microsoft inclua outros browsers além do Internet Explorer nas versões do Windows vendidas na Europa.

 

Windows Azure será lançado até o final de 2009

A Microsoft planeja lançar a plataforma para cloud computing Windows Azure antes do final deste ano, disse Steve Ballmer, CEO da empresa. Ballmer disse que a Microsoft poderá lançar o Azure durante a Professional Developers Conference (PDC), em Novembro.

O
Windows Azure compete com o Amazon Elastic Compute Cloud (EC2) como um ambiente escalonável onde os desenvolvedores podem criar e hospedar suas aplicações. O serviço preenche a necessidade de uma infra-estrutura que permite que empresas reduzam os custos de TI com a criação e implementação de aplicações na web.

Os desenvolvedores podem usar as ferramentas .NET da Microsoft para a criação de aplicações no Windows Azure, que utiliza a tecnologia de virtualização para separar as aplicações do sistema operacional onde são executadas.

A Microsoft apresentou o Windows Azure durante o PDC em Outubro passado. Na época, a empresa não informou quando o Azure estaria disponível.


 

 

Nokia pode ingressar no mercado de notebooks

A Nokia, maior fabricante mundial de celulares, está considerando entrar no setor de laptops, segundo o presidente-executivo da companhia, Olli-Peka Kallasvuo.

"Estamos pensando nessa possibilidade de maneira muito ativa", disse Kallasvuo, , em entrevista à rede nacional de TV finlandesa YLE.

O setor vem discutindo rumores sobre um possível plano da Nokia para produzir computadores desde o final do ano passado, mas a declaração de Kallasvuo foi a primeira admissão oficial desses planos.

"Não precisamos nem mesmo antecipar a situação que existirá dentro de cinco anos para ver que aquilo que conhecemos como celular e aquilo que conhecemos como computador estão de muitas maneiras convergindo", disse Kallasvuo.

"Hoje, temos centenas de milhões de pessoas que estão tendo suas primeiras experiências de Internet com seus celulares. Isso é uma boa indicação", disse.

Os comentários da Nokia surgem uma semana depois que a Acer, terceira maior fabricante mundial de computadores, lançou sua primeira incursão ao mercado de celulares, com oito modelos, unindo-se à líder Hewlett-Packard e à Lenovo, quarta empresa no ranking da computação, na disputa por esse mercado de alto crescimento.

Embora as fortes margens de lucro no segmento de celulares inteligentes atraiam as marcas de computadores, os atrativos de ingressar no setor de PCs, onde as margens são menores, parecem menos óbvios.

"A Nokia pode estar nervosa quanto a entrar em um segmento de mercado onde as distinções de marca já pouco importam, mas estaria em posição de explorar sua enorme escala em termos de produção, cadeia de suprimento e distribuição", disse Ben Wood, diretor de pesquisa da CCS Insight. 

"Todas as grandes operadoras de telefonia móvel e cadeias de varejo de celulares estão acrescentando notebooks e netbooks às suas carteiras de produtos, além dos celulares. Com base nisso, não surpreende que a Nokia esteja avaliando esse segmento", disse ele.

O setor mundial de computadores se manteve firme ao longo da maior parte do ano passado, enquanto outros setores de tecnologia cambalearam, mas agora também se vê apanhado pela crise econômica cada mais grave que prejudicou a demanda vinda dos consumidores e empresas.

 

Investidores da Apple continuam descontentes

O CEO da Apple, Steve Jobs, nem estava presente, mas foi o assunto mais comentado no encontro de acionistas da companhia.

Durante uma hora, acionistas da fabricante do iPhone fizeram inúmeras perguntas a respeito da ausência de Jobs.

O executivo – co-fundador da Apple e respeitado por ter transformado a empresa em uma das principais marcas de tecnologia do mundo – anunciou em janeiro que tiraria uma licença médica de cinco meses, se afastando do controle da companhia porque seus problemas de saúde eram mais complexos do que ele inicialmente imaginava.

“Se houver novidades importantes que mereçam ser divulgadas, nós vamos comunicá-las”, afirmou o diretor do Conselho de Administração da Apple, Arthur Levinson, CEO da Genentech.

A companhia preferiu não responder perguntas acerca de reportagens revelando que a SEC estava examinando a conduta da Apple em relação ao anúncio dos problemas de saúde de Jobs.

Alguns membros do Conselho ainda se mostravam indignados com o mistério envolvendo o assunto. O CIO da AFL, Brandon Rees, por exemplo, disse após o encontro que estava insatisfeito: “Fiquei decepcionado porque o Conselho na verdade não esclareceu nada e este tema é importante, precisamos saber quem controla e quem controlará a Apple.”

 

Golpes online já atingem smartphones

A Sprint divulgou um alerta, esta semana, sobre o crescimento de golpes online que usam SMS e links de internet móvel para furtar dados de usuários.

O golpe explora a ingenuidade dos usuários ao disparar mensagens de texto para números aleatórios solicitando informações bancárias. De acordo com a Sprint, a vítima recebe um SMS informando que seu cadastro ou senha em serviços de bancos móveis (acessíveis pelo celular) expirou.

Para continuar a usar normalmente seu mobile banking, o usuário é convidado a acessar um falso endereço e cadastrar uma nova senha. Há ainda a opção de discar para um número gratuito, do tipo 0800, e refazer o cadastro.

Na verdade, não há cadastro nenhum por ser feito. O usuário cai num golpe e acaba fornecendo dados bancários e números de documentos pessoais a terceiros. De posse destas informações, os golpistas tentam transferir dinheiro, fazer compras online e tomar empréstimos com as informações da vítima.

O golpe não é sofisticado do ponto de vista tecnológico, já que não há nenhum código malicioso que passa a monitorar o smartphone alheio ou mesmo furtar dados de sua memória. Para ter sucesso, a fraude conta com a ingenuidade dos usuários.

Como o golpe pode ser disparado automaticamente para milhares de telefones, ainda que um percentual mínimo dos usuários caia na fraude, ela ainda será um bom negócio para os golpistas. A orientação para este e outros casos do tipo é para que os usuários nunca forneçam dados pessoais por meios eletrônicos a fontes não confiáveis.

 

EUA inovam cada vez menos, diz estudo

Um estudo conduzido há dez anos por uma fundação científica aponta para o declínio americano na participação em inovações tecnológicas no mundo.

Berço de empresas referência em inovação, como Google, IBM ou Microsoft, os Estados Unidos vem perdendo seu protagonismo nas áreas de ciências, TI e especialmente em inovações ambientais. A conclusão é do ITIF (Information Technology & Innovation Foundation), fundação que analisa os esforços inovadores em 40 países no mundo, entre eles o Brasil.

Para montar o ranking, o ITIF analisa 16 indicadores de cada país, como investimentos em escolas científicas, profissionais com pós-graduação, volume de capital de risco aplicado em projetos de inovação e gastos com educação.

Líder até 2005, os Estados Unidos figuram agora em sexto lugar na lista de 2009, divulgada nesta quarta-feira (25). Antes aparecem Cingapura, Suécia, Luxemburgo, Dinamarca e Coréia do Sul.

Uma análise dos últimos dez anos da pesquisa aponta que a nação que mais ganhou pontos no ranking foi a China, atual 33ª colocada no ranking. Os Estados Unidos aparecem na última posição entre nações que mais adicionaram pontos à lista, logo atrás do Brasil, penúltimo colocado.

O estudo aponta que, embora ainda seja uma referência fundamental em inovação, os Estados Unidos vêm perdendo ano a ano um pouco de sua influência e espaço no mercado de tecnologia. Os principais destaques ascendentes são nações asiáticas como China e Coréia do Sul, além de pequenas nações do norte da Europa, como Letônia, Estônia e Finlândia.

No ranking geral de nações inovadoras, o Brasil aparece em 39º lugar, à frente apenas da Índia. Como o estudo leva em conta alguns critérios per capta, como investimentos em educação, por exemplo, países com grandes populações tendem a levar uma certa desvantagem quando comparados a pequenas nações.

 

Nova fonte de energia: árvores artificiais

Que tecnologia pode ser mais verde do que uma árvore artificial capaz de produzir energia utilizando sol e vento?

É com base nesta premissa que a SolarBotanic, empresa inglesa especializada em gerar energia renovável, quer tornar seu invento como solução global.

O projeto promete uma revolucionária forma limpa de gerar eletricidade por meio de três tipos de tecnologia na estrutura das árvores. A mais simples, chamada de PV, converte a luz solar diretamente em eletricidade usando materiais semicondutores. Pelo mesmo canal, é possível a conversão do calor direta em energia elétrica, nomeada de TV, segundo a companhia. Ambas, portanto, dependem da captação de energias provenientes do Sol.

A terceira forma, a PZ, menos dependente do astro, se dá por ‘nano células’, que transforma energia cinética em elétrica. Basicamente, neste módulo, as árvores capturam ventos, concentram, armazenam e convertem para um dispositivo de grande capacidade energética.

Dona da patente, a SolarBotanic diz que uma árvore artificial pode produzir entre 2000 e 12000 kWh por ano, dependendo do tamanho e da localização. De acordo com a companhia, por ter componentes orgânicos, os protótipos são largamente adaptáveis e podem servir para qualquer tipo de ambiente.

Para colocar no mercado, porém, a SolarBotanic precisa de parceiros que estejam interessados em financiar e comercializar as fases do projeto.

 

Street Fighter entrega 2 milhões de cópias

A Capcom acertou a mão com seu novo Street Fighter. Na sua quarta versão, em menos de dez dias de seu lançamento, o jogo entregou duas milhões de unidades no mundo todo.

Somente no Japão, onde foi lançado primeiro, no dia 12 de fevereiro, Street Fighter IV angariou 86 mil  vendas na semana de estréia.

Não há um número preciso de quantos exemplares foram vendidos nos Estados Unidos, desde o dia 17, e na Europa, a partir do dia 20, contudo, somente o número global de unidades entregues pela Capcom aos vendedores já mostra o poderio do jogo pelo mundo.

De acordo com números da desenvolvedora japonesa, a série “Street Fighter”, desde seu lançamento em 1987, já vendeu 27 milhões de títulos para consoles e 500 mil para máquina de arcade.

 

Sony testando novo console no Japão?

Muitas especulações rondam os domínios da Sony. Depois de negar firmemente que nenhuma seqüência do PSP sairia, a companhia está recrutando “avaliadores” para uma misteriosa “nova máquina de games”.

O anúncio foi colocado na página da sede japonesa. Segundo a descrição da vaga, o “jogador de testes” deve testar uma série de novos softwares não-liberados de PlayStation e aconselhará sobre detalhes e funcionalidades dos produtos.

Não se sabe, contudo, do que se trata as inovações da Sony, que não confirmou nada aos sites Engadget e GameSpot, que procuraram saber mais detalhes das inovações ao terem notícia da vaga.

A única certeza é que a Sony deve juntar todas suas forças para evitar que a empresa sofra outro ano de graves prejuízos. Em janeiro passado, a companhia divulgou que a previsão de perda do ano fiscal que se encerra em março deste ano é de US$ 2,9 bilhões.

Além da queda na demanda por televisores de tela plana e câmeras digitais, o console Playstation 3 foi o menos bem-sucedido de sua geração, ficando bem atrás de Xbox 360 e o líder disparado, Nintendo Wii.

 

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Próximo Ubuntu virá preparado para a nuvem

Próximo Ubuntu virá preparado para a nuvem


Mark Shuttleworth, criador do Ubuntu, enviou, ontem, notícias da versão 9.10 do sistema operacional para a comunidade Linux.

No e-mail, Shuttleworth conta que o Ubuntu tem o nome de Karmic Koala - o novo mascote do software. Além disso, revela que o sistema para as versões desktop e servidor é desenvolvido para trabalhar com os recursos da nuvem de internet.

Shuttleworth destaca que no caso da versão servidor, os usuários encontrarão diversas ferramentas abertas para facilitar a conexão, a integração e o gerenciamento das aplicações que rodam na nuvem web. E que elas deixarão o Ubuntu na vanguarda nesse quesito.

A versão do desktop, diz Shuttleworth, obviamente trará as evoluções da computação em nuvem. Mas a principal novidade não é essa. O Ubuntu 9.10 para o PC será muito rápido para carregar e executar as aplicações, afirma o criador do sistema. Além disso, trará recursos especiais para tirar o máximo de desempenho dos notebooks e netbooks - esse último, inclusive, terá uma versão especial do novo sistema.

Hacker: site da Symantec tem falha de segurança

Um hacker romeno que passou as últimas semanas tornando públicas falhas em sites de empresas de segurança afirmou ter encontrado uma falha que permite injeção SQL no site da Symantec. Mas a Symantec informou que isso não é uma falha de segurança.


Ainda assim, a Symantec tirou do ar uma seção do site depois que o hacker, que usa o nome Unu, afirmou ter encontrado uma falha no Symantec Document Download Center, uma parte do site da empresa protegido por senha onde seus parceiros podem fazer o download de materiais sobre os produtos.

Um representante da Symantec não forneceu maiores detalhes sobre o assunto, mas no mínimo isso é embaraçoso para a empresa, que é uma das mais conhecidas fornecedoras de soluções de segurança.

"A ironia é que o problema ocorreu em uma página que promove produtos como Norton AntiVirus 2009 e Norton Internet Security", disse Unu em uma nota onde descreveu o problema.

Em um ataque de injeção SQL, o hacker tira vantagem de bugs em aplicações web que fazem requisições para bases de dados SQL. O objetivo é encontrar uma forma de executar comandos e acessar informações que normalmente seriam protegidas.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Android [OS Google para Smartphones] No Brasil

A Huawei vai se unir à TIM Brasil para trazer um aparelho com Android ao mercado brasileiro.

Mais conhecida no País por suas soluções da rede, a Huawei também fabrica e vende aparelhos, com foco principalmente no mercado asiático.

Por meio do acordo com a TIM, a fabricante pretende entrar no mercado brasileiro de smartphones. Segundo comunicado da Huawei, a previsão é ter o produto disponível para venda ainda em 2009.

A fabricante ainda não informa detalhes, como a data prevista de lançamento, faixa de preço ou qual modelo seria destinado ao mercado brasileiro.

“Um grupo de especialistas da Huawei e da TIM está trabalhando desde já neste projeto”, diz o comunicado.

Durante o ultimo Mobile World Congress realizado em Barcelona, Espanha, a Huawei anunciou seus primeiros terminais com o sistema operacional Android.

Procurada pela reportagem, a TIM Brasil ainda não se pronunciou sobre a parceria.

 

Apple estoca flash para novo iPhone?

Um relatório sobre o mercado de memória flash RAM indica que a Apple pode estar estocando componentes para um novo modelo de iPhone, reportou o Apple Insider.

Segundo o relatório da ThinkEquity Partners a Apple está comprando os estoques de memória com apetite voraz, levando a um aumento de preços no mercado. 

De acordo com o documento, a Apple comprou todo o estoque de memória RAM da Samsung e deixou a empresa sem suprimentos até abril de 2009. A companhia trabalha com três outros fornecedores - Hynix, Toshiba e Micron.

A Samsung responde sozinha por 40% do fornecimento de memória flash NAND do mercado. O ThinkEquity disse também que acredita que a Hynix e a Toshiba estão com os estoques baixos graças aos esforços da Apple para preparar a nova geração do iPhone.

O meio do ano se tornou a época padrão para atualizações no iPhone – o primeiro modelo chegou em junho de 2007 e a versão 3G em julho de 2008.

As especulações em torno de como seria a nova versão do iPhone são inúmeras. Rumores sugerem um possível modelo por US$ 99, com menos recursos que o original e uma versão incrementada do modelo atual.

 

Intel planeja primeira CPU six-core para 2010

De acordo com a imagem abaixo, supostamente retirada do mapa de lançamentos da Intel, a gigante do silício está planejando o lançamento do primeiro processador com 6 núcleos do mercado, com o Gulftown, baseado na arquitetura Westmere de 32nm e que deve chegar em 2010

 

Pesquisadores conseguem burlar biometria facial

Pesquisadores do Vietnã demonstrarão como burlar a biometria facial durante a próxima conferência Black Hat em Washington. Nguyen Minh Duc, do Bach Khoa Internetwork Security Center na Universidade de Tecnologia de Hanói, demonstrará como burlar os sistemas de reconhecimento facial integrados em alguns laptops da Lenovo, ASUS e Toshiba.

Estes sistemas usam as webcams integradas aos laptops para tirar uma foto do rosto do usuário para que ela seja usada no lugar da impressão digital ou da senha para acessar o dispositivo. Mas de acordo com Duc, este sistema pode ser burlado de várias formas.

"Os mecanismos usados por estes três fabricantes não estão em conformidade com os requisitos de segurança necessários para um sistema de autenticação e não podem proteger seus usuários contra acesso não autorizado", disse ele.


"Não existe uma forma de corrigir esta vulnerabilidade. A ASUS, Lenovo e a Toshiba precisam remover este recurso de todos os seus laptops e precisam alertar a todos os seus usuários para que parem de usá-lo".

Os pesquisadores usaram o óbvio método de mostrar uma foto do usuário registrado para a câmera e tiveram sucesso. Entretanto, o sistema também pode ser burlado com fotos de outras pessoas que tiveram efeitos de luz e sombra aplicados.

Duc demonstrará como burlar o Lenovo Veriface III, ASUS SmartLogon v1.0.0005 e Toshiba Face Recognition v2.0.2.32 usando estas técnicas.

 

Google mostra Gmail offline no iPhone

Engenheiros do Google criaram um aplicativo que permite a usuários do iPhone e do Android usar o Gmail nos aparelhos sem estar conectado à internet, usando apenas o navegador.

Mesmo sem conexão, o usuário pode consultar, escrever e organizar mensagens. Todas as mudanças serão sincronizadas quando o aparelho voltar à rede.

Os engenheiros se aproveitam de características dos padrões HTML5, suportados no webkit do Android e do iPhone, para viabilizar o aplicativo.

Embora e-mail offline não seja propriamente uma novidade para o iPhone ou para o Android, a técnica pode abrir um leque de possibilidades para os desenvolvedores.

A tecnologia foi demonstrada pelo vice-presidente de engenharia do Google, Vic Gundotra, no palco do Mobile World Congress, em Barcelona.

O executivo demonstrou os “conceitos técnicos” no iPhone 3G e no recém-lançado HTC Magic, mas não deu prazo para o lançamento comercial. Um vídeo publicado por participantes do evento (iPhone Buzz/Android Community) no YouTube mostra a demo em funcionamento.

 

Google permite criar temas para Gmail

Três meses após de liberar 30 temas prontos para Gmail, o Google estreou uma ferramenta que libera os usuários para usar as cores que preferirem em seu webmail.

O recurso foi liberado na tarde desta quinta-feira (19), conforme explica o engenheiro de software da plataforma, Manu Cornet, em blog do serviço.

Segundo Cornet, a funcionalidade vem sendo desenvolvida há tempos pela companhia. O Google optou por liberá-la somente agora pois foi quando conseguiu torná-la simples e fácil de administrar por qualquer usuário.

Para criar um visual pessoal para seu Gmail, o usuário deve clicar em configurações no canto direito superior da tela e selecionar a aba “Temas”. 

Um botão chamado de “selecione suas cores” permite modificar o desenho original em todas as caixas que formam a interface, desde o fundo da tela, a caixa de correio e até a cor dos textos e links.

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Cientistas apresentam novos nanomateriais

Duas equipes americanas desenvolveram novos materiais que vão permitir a fabricação de gadgets ainda menores, mais velozes e mais potentes.

Um dos grupos de pesquisadores criou transistores com tamanho equivalente a frações dos modelos atuais usados em sofisticados chips de silicone.

Os outros cientistas inventaram um filme capaz de armazenar dados de 250 DVDs em uma superfície do tamanho de uma moeda.

Ambas as novidades, publicadas nesta quinta-feira (19/02) no jornal Science, usam nanotecnologia.

“Estamos provando que é possível oferecer tecnologias importantes com objetos cada vez menores”, comentou Jeremy Levy, da Universidade de Pittsburgh.

 

Google parte para a guerra contra a Microsoft

Agora é pra valer. Larry Page e Sergey Brin acabam de jogar uma bomba nuclear no quintal de Bill Gates. O Google Pack passou a adicionar atalhos para o Google Docs, Calendar e Gmail na área de trabalho dos PCs em que for instalado. Que presentão, hein?

A mudança afeta por enquanto apenas quem baixar o pacotão de aplicativos em inglês. Pode até parecer uma alteração discreta à primeira vista, mas tem tudo para deixar o pessoal da Microsoft com sangue nos olhos. Todos sabem que, depois do Windows, a menina-dos-olhos de Redmond é o Office, ainda muito popular dentro e fora do mundo corporativo – e garantia de uma bela grana.

A suíte de escritórios está sendo bombardeada por todos os lados. É Bill, quem mandou você se aposentar? Primeiro vieram os pinguins do OpenOffice, apoiados por governantes encrenqueiros que teimavam em economizar alguns milhões de dólares com a compra de licenças.

Depois, veio essa tal de Web 2.0, com um monte de clones despidos de vários recursos (que, convenhamos, a maioria das pessoas não utiliza), como o próprio Google Docs, o Zoho, o Thinkfree. Até a Adobe fez um editor de texto, Bill, o Buzzword. Todos eles permitem colaboração, coisa que o Microsoft Office desconhece até hoje.

O Google fez toda a manobra na surdina. No fim do ano passado, deu um chute no StarOffice, que vinha incluído no Google Pack. Ao que tudo indica, o povo de Mountain View não engoliu o acordo que a Sun firmou com a Microsoft para promover o Live Search. É, Bill, você mexeu no vespeiro bem antes de abrir aquela jarra cheia de mosquitos.

Os atalhos para o Docs, Calendar e Gmail funcionam integrados com o Google Chrome, cujo download já vem predefinido – se vocês não lembram, o Firefox também ganhou cartão vermelho. Quando o usuário clica nos ícones dos três serviços, a janela do Chrome que se abre não tem botões ou barra de endereços: parece que foi executado um programa.

No caso do Gmail, na primeira execução o internauta inclusive decide se quer tornar o e-mail como padrão. E, tirando o Google Agenda, os outros dois serviços já contam com acesso Offline. E agora, Bill? Hora de pedir para o Steve Ballmer dar um grito: “Developers!!!”

 

Brasil terá web via rede elétrica em 2009

O regulamento para que a banda larga via rede elétrica possa entrar em funcionamento no Brasil ficará pronto até o fim de março e os serviços poderão estrear ainda este ano.

Foi o que disse a conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Emília Ribeiro, responsável pelo relatório sobre a regulamentação da questão em entrevista à Agência Brasil.

Após a entrega do relatório, as normas devem ser analisadas pelo Conselho Diretor da agência e, se forem aprovadas, as empresas já podem oferecer o serviço.

Diversas empresas de energia elétrica vêm fazendo testes com o a tecnologia BPL (Broaband Powerline), que permite distribuir o sinal de internet pela rede elétrica.

Uma delas é a AES Telecom, empresa da Eletropaulo, que mostrou a tecnologia em funcionamento ano passado, em uma das 150 residências que estão testando o serviço em São Paulo.

A empresa já investiu R$ 20 milhões nos pilotos, que começaram em novembro de 2007, e aguarda o aval da agência para poder oferecê-la comercialmente em parceria com provedores de serviços de banda larga.

Nos testes feitos pela AES, a tecnologia permitiu oferecer uma velocidade real de até 80 Mbps (megabits por segundo) por edifício. A distribuição da banda pode ser feita de acordo com a demanda de casa usuário.

*Com informações da Agência Brasil.

 

Processe o King Kong, pede Pirate Bay

Este gorila postou arquivos suspeitos?,

 

Os advogados do Pirate Bay estão explorando exaustivamente o fato de o conteúdo que trafega em redes P2P ser gerado por usuários e não pelos administradores do buscador de torrent.

No terceiro dia de julgamento, os promotores acusaram os quatro fundadores do serviço de torrent de formar uma quadrilha para praticar crimes. Mais de uma vez, a promotoria qualificou os esforços de Peter Sunde, Carl Lundström, Frederik Neij e Gottfrid Svartholm para manter seu site de pé como "uma ação de crime organizado".

Por um lado, os acusadores tentam responsabilizar os réus pela troca de filmes, músicas e seriados que acontece em função de links encontrados no Pirate Bay. De outro, a defesa insiste que a responsabilidade pelo conteúdo é dos usuários e não de quem organiza as informações.

"Não podemos condenar o Google cada vez que encontrarmos um site suspeito em sua lista de buscas. O Google é apenas um indexador, não é uma companhia de conteúdo. Do mesmo modo, o Pirate Bay organiza links de torrents, mas não produz ou hospeda nenhum bit de arquivos protegidos por copyright", afirmou a defesa dos réus.

Quando teve a oportunidade de falar, Peter Sunde disse que as características do P2P colocam duas pessoas conectadas para trocar arquivos e que isso não pode ser controlado ou fiscalizado como numa alfândega. "As pessoas que cadastram arquivos no Pirate Bay às vezes nem dizem seu nome. Hoje mesmo vi um usuário cuja identificação é King Kong. O que vamos fazer? Processar o King Kong?", disse Sunde.

Representantes da indústria fonográfica disseram, por sua vez, que os réus estão fazendo pouco caso do julgamento e mais preocupados em criar frases engraçadas do que encarar os fatos sob análise. A IFPI rebateu, por exemplo, declaração anterior de Sunde dizendo que publicaria uma eventual multa que recebesse da Justiça na parede de casa. Sunde diz não ter dinheiro para pagar qualquer coisa à indústria.

A IFPI afirmou que se o quarteto não tiver o total da indenização que a indústria pede, tem ao menos boa parte dela, em forma de depósitos bancários e patrimônio pessoal, como casas e carros.

 

Casal perde ação contra Google Street View

Um casal de Pittsburgh, Pensilvânia, processou o Google por usar imagens de sua residência no serviço de mapas Google Street View.

A ferramenta permite ver mapas do ponto de vista de quem caminha na rua. As imagens são captadas por carros do Google com múltiplas câmeras, que tiram fotos panorâmicas. Juntas, as fotos permitem uma visão de 360 graus de ruas e avenidas onde o serviço está disponível.

O casal Christine e Aaron Boring não gostou nada quando sua residência foi parar no serviço de mapas. Segundo o casal, as fotos do Google permitiam ver, além da garagem e jardim, janelas e sombras no interior da casa. O casal Boring então foi à Justiça alegando danos morais e até prejuízos financeiros. Na versão do casal, sua residência ficou desvalorizada após ser incluída no serviço de mapas.

O juiz que analisou o caso, no entanto, não aceitou o pedido. Na sentença, o juiz afirma que ninguém é ofendido ou humilhado simplesmente por que uma foto de sua casa vai parar num serviço de mapas. A sentença não aceitou o argumento de desvalorização imobiliária e avaliou que, se uma ação dessa fosse bem sucedida, serviços de mapas úteis para milhões de pessoas ficaria inviabilizado.

Ao invés de receber uma indenização, o casal foi condenado a pagar os custos do processo, estimados em US$ 25 mil. O Google elogiou a decisão e afirmou que o caso traz mais segurança jurídica para inovadores que investem em aplicações com mapas.

Apesar de comemorar a sentença, o Google disse que o caso demonstra que todo software de mapas precisa analisar cuidadosamente as implicações sobre a privacidade dos usuários, afim de evitar constrangimentos aos moradores de áreas mapeadas.

Universal Share Downloader elimina restrições do RapidShare

O gerenciador de downloads Universal Share Downloader é uma ferramenta indispensável para quem baixa arquivos de sites de downloads, como o Rapidshare e o MegaUpload.

O programa dribla as limitações que esses sites impõem quando o internauta usa o recurso de download gratuito. Em outras palavras, com o Universal Share Downloader, ele não precisa esperando segundos, minutos (ou horas) para, finalmente, baixar o arquivo desejado.

O Universal Share Downloader descomplica bastante o trabalho do internauta. Só que ele não oferece uma interface muito simples para executar essa função. Os comandos não são intuitivos e, para atrapalhar um pouco mais, sem legendas ou figuras que indicam alguma função. É um problema. Internautas sem experiência com informática podem acabar não entendendo as funções do programa.

Em compensação, o Universal Share Downloader tem muitos recursos. Um dos mais legais é a ferramenta que habilita o limite de velocidade de download e upload. Outro recurso bem interessante é o módulo para conexão com servidores FTP, uma ferramenta que falta em muito gerenciadores de downloads.

Baixe o Universal Share Downloader.

Fonte: Info

Smartphones imitam características do iPhone

Copiar algumas das estratégias que a Apple adota para seu iPhone pode não ser a forma correta de derrotar a intrusa chegada do setor de computação na área móvel.

Mas é exatamente o que muitos dos maiores fabricantes mundiais de celulares estão tentando fazer com novos telefones e serviços que imitam recursos essenciais do iPhone.

No Mobile World Congress, o maior evento anual do setor de comunicação sem fio, em Barcelona, a Apple está em toda parte e em lugar algum. A empresa não participa desse tipo de evento e prefere lançar produtos em ocasiões que ela mesma promove.

O setor de celulares produzirá mais de um bilhão de aparelhos este ano, mas está sofrendo uma crise de confiança causada por uma mudança radical nos modelos de negócios, cujos efeitos foram amplificados pela desaceleração na economia mundial.

"Imaginação custa caro em um ano como este", diz Richard Windsor, analista de tecnologia da Nomura Securities, em Londres, que toma parte na conferência.

Os gigantes do setor de celulares --Nokia, Samsung Electronics, LG Electronics, Sony Ericsson e HTC-- decidiram ser humildes e copiar uma empresa cujos aparelhos respondem por apenas um por cento do total mundial de vendas de celulares.

Um ano atrás, os fabricantes de celulares e suas equipes de design, que costumam trabalhar rapidamente, apresentaram os primeiros aparelhos copiados do iPhone. Este ano, estão indo além e tentando duplicar o software de interface com o usuário do produto da Apple.

Um executivo de uma grande operadora europeia de telecomunicações se queixa, em particular, de que "todo mundo está tentando correr atrás do iPhone e levando ao mercado coisas que não estão prontas para lançamento". 

AMD conclui separação de fabricação de chips

Os acionistas da AMD aprovaram o plano da companhia de separar a manufatura dos chips em uma joint-venture de 5 bilhões de dólares com a empresa do grupo Abu Dhabi.

Segundo o acordo, a Advanced Technology Investment, uma empresa de capital de risco estatal do grupo Abu Dhabi, vai investir 2,1 bilhões de dólares por uma participação de 65,8 por cento na nova companhia.

Desse investimento, 700 milhões de dólares irão diretamente para a AMD, que vai controlar a participação restante na nova empresa.

As sócias esperam finalizar o negócio até o dia 2 de março.

As ações da AMD, uma distante segunda colocada no segmento de chips para computador, atrás da Intel, caíram 6,3 por cento nesta quarta-feira.

Os planos da AMD de separar a fabricação de chips da área de projeto e design dos modelos foram anunciados em outurbo, mas a votação foi adiada na semana passada por falta de quórum suficiente.

 

Teclados feitos por chineses em semi-escravidão?

 Uma ONG Americana, The National Labor Comitee, produziu um relatório sobre as condições de produção de teclados na China que está dando o que falar na internet.  A razão: os teclados são produzidos  para os maiores nomes de TI do mundo: HP, Dell, Lenovo, Microsoft e IBM.

 Segundo a organização, as condições de trabalho na fábrica Meitai Plastics & Electronics na cidade de Dongguan, na província de Guangong, são absurdas, com jornadas de 12 horas por dia 7 vezes por semana e duas folgas mensais. Para piorar, os funcionários da fábrica ainda seriam submetidos a vigilância total, noite e dia.

O levantamento, no estilão Michael Moore,  leva o nome de High Tech Misery in China e pode ser lido no site da The National Labor Comitee, em inglês.

Acer entra de sola no mercado de smartphones

Há pouco, ouvimos dizer que a Acer estaria investindo pesado na elaboração de novos aparelhos móveis. Bom, os quatro smartphones que eles apresentaram na WMC nos fizeram acreditar em tal rumor.

Para você não despencar de sono sobre o teclado, a INFO Online extrai as informações mais relevantes da fornada.

O escolhido para ser tratado é o Acer M900, que deve remeter às funcionalidades empresariais de um BlackBerry, só que com uma tela de 3,8 polegadas sensível ao toque (ainda não temos idéia se responde bem aos comandos, ou não) e uma câmera de 5 megapixels com auto-foco e flash.

A conectividade promete boas velocidades por HSDPA e ele é mais um a usar o Windows Mobile Professional 6.1, com versões móveis de Outlook e Office. O M900 também é equipado com GPS e rádio FM.

De exótico, talvez, se encaixe apenas o leitor de digitais que serve para proteger os dados de usuários – deve ser mais útil do que o bloqueio por (*) asteriscos, presumimos.

Os outros modelos da série, X960, F900 e DX900 possuem ainda menos novidades. E podem ser conferidos no site oficial da Acer internacional. Nenhum possui data de lançamento e preço até o momento.

 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Rede 4G fará download sem fio a 60 Mbps

A operadora Verizon Wireless vai ativar comercialmente sua rede sem fio de quarta geração em 2010. O anúncio feito durante o Mobile World Congress, que está acontecendo em Barcelona.

A rede 4G é baseada na tecnologia Long Term Evolution (LTE) e durante os testes atingiu picos de velocidade de 50 a 60 Mbps (megabits por segundo) para download. A velocidade comercial do serviço será definida até a estreia.

A operadora contratou Ericsson e a Alcatel-Lucent como fornecedores principais da rede, que começa a funcionar nos Estados Unidos, no próximo ano.

Para explorar as possibilidades futuras da rede, a Verizon criou ainda o LTE Innovation Center, que ficará no subúrbio de Boston, nos Estados Unidos. No centro serão avaliados possíveis usos da tecnologia.

Enquanto a Verizon aposta no LTE para tornar sua rede mais rápida, concorrentes como a Sprint e a Clearwire investem na tecnologia sem fio concorrente, o WiMax.

 

O celular não depende de Apple e Google

No século 16, o poeta John Donne dizia que nenhum homem é uma ilha. No século 21, qualquer um pode dizer: o celular também não. Estamos todos obcecados com o iPhone, da Apple, e o G1, o primeiro celular com Android, o sistema operacional do Google para a internet móvel. Bem, eu pelo menos estou, e carrego os dois, na bolsa, para todo lado que vou. Mas quem vai realmente moldar o celular do futuro não será a Apple nem o Google. É a turma que desenvolve os aplicativos para celular num esquema de colaboração. São programas que tornam um sistema mais útil, ou mais divertido, ou mais desejado, ou necessário, ou mais interessante, ou o que quer que seja. Não um sistema. E uma empresa sozinha, por mais que caia de amores por sua tecnologia proprietária, não consegue fazer, isolada, o que realizam milhares e milhares de programadores espalhados pelo mundo, dentro ou fora das empresas.

O sucesso do iPhone se deve a sua interface revolucionária — ninguém duvida disso. Mas alguém duvida que ele precisa de grandes aplicativos para avançar para o próximo nível? Antes mesmo de a Apple oferecer seu SDK — Software Development Kit — já havia gente programando para o iPhone. E hoje a Apple Store é o barato que é não por aplicativos da própria Apple, mas por contribuições anônimas ou conhecidas de pessoas ou empresas que antes não tinham nada a ver com a marca. IBM, Salesforce e Oracle são apenas alguns dos nomes que surgem em meio a uma multidão.

 

No caso do G1, a força dos aplicativos de terceiros é ainda mais óbvia, porque o Google estimula a colaboração com regras muito mais soltas — e inclusive já delegou para usuários em geral a avaliação dos programas. No Android Market, a sua versão de Apple Store, os aplicativos são qualificados de acordo com as estrelas dadas pelos próprios usuários. O G1 já nasceu embalado pelos entusiastas do software livre — e contar o número de aplicativos ofertados pode virar um hobby. No dia 23 de dezembro, eles eram quase 500.

O vigor dos programadores já foi demonstrado no fenômeno Palm, no passado. Ninguém sabe mais disso do que a Nokia, a maior fabricante de celulares do mundo, e a que mais tem a perder neste momento de ruptura. Não por acaso virou sua estratégia do avesso para criar a fundação Symbian, a fim de padronizar o sistema e depois abri-lo como open source — expressão mágica para atrair voluntários por toda parte. Com seu poder de fogo e os milhões de fãs que tem, programadores incluídos, as chances da Nokia de montar uma rede de colaboração poderosa em torno de si são consideráveis. Vai ser uma disputa formidável entre Apple, Google e Nokia. Com a palavra final, o pessoal dos aplicativos.

Mozilla e Skype apoiam iPhone livre

A Mozilla e o Skype estão apoiando a luta da Electronic Frontier Foundation (EFF) a favor do desbloqueio do iPhone para rodar aplicativos.

As empresas declararam seu apoio à associação em um documento entregue ao Departamento de Direito Autoral dos Estados Unidos, reportou o Apple Insider.

A EFF, que protege os direitos digitais, entrou com um pedido para que o iPhone seja isento da lei de direitos autorais digitais, o Digital Millennium Copyright Act (DMCA).

O objetivo é fazer com que outros fornecedores possam fazer alterações no software do aparelho com o objetivo de garantir interoperabilidade.

Hoje, os usuários que desbloqueiam seus aparelhos para rodar aplicativos não homologados pela Apple – processo conhecido como “jailbreak” – estão sujeitos a medidas legais por violação do DMCA.

A Apple alega que a lei já permite intervenção para garantir interoperabilidade. Mas na prática fornecedores como a Mozilla têm dificuldade de colocar aplicativos no aparelho.

O Firefox, assim como outros navegadores, não é bem-vindo no iPhone, já que a Apple prioriza o uso do Safari no aparelho.

O mesmo ocorre com outros programas, como o Flash, que ampliaria a gama de aplicativos rodando no aparelho sem o aval prévio da Apple.

 

Adobe e Nokia anunciam fundo de US$10 Milhões para o Open Screen Project

A Adobe Systems Incorporated e a Nokia Corporation anunciaram, durante o Mobile World Congress, um fundo de US$10 milhões para o Open Screen Project, idealizado para ajudar os desenvolvedores a criarem aplicativos e serviços para dispositivos móveis, desktops e eletrônicos, usando a plataforma Adobe Flash.

 

O novo fundo é resultado do Open Screen Project, iniciativa anunciada em maio de 2008, que inclui mais de 20 líderes da indústria e foi estabelecida para possibilitar uma experiência consistente para navegação na web e para aplicativos independentes. Estima-se que mais parceiros do Open Screen Project se unam ao fundo futuramente. "Estamos muito entusiasmados com as possibilidades que o Open Screen Project Fund oferece para os designers e desenvolvedores ao redor do mundo",  comentou David Wadhwani, gerente geral e vice-presidente da Unidade Comercial de Plataformas da Adobe. "Com mais de 1 bilhão de dispositivos móveis habilitados em Flash por meio de múltiplas plataformas, o fundo permitirá que um número maior de desenvolvedores ofereça seus serviços e conteúdo usando tecnologia avançada para um número maior de usuários móveis", concluiu.

Já o vice-presidente executivo de Serviços Nokia, Tero Ojanperä, afirmou que o fundo Open Screen Project estimula o uso de ferramentas Adobe e as aptidões existentes do desenvolvedor para criar aplicativos singulares e estimulantes em Flash para milhões de dispositivos Nokia. "Com mais de 300 milhões de dispositivos habilitados em Flash no mercado, daremos suporte aos desenvolvedores pelo Forum Nokia, ao mesmo tempo em que disponibilizamos um canal de distribuição mais focado em consumidores com o Ovi Store da Nokia", comentou Ojanperä.

Os desenvolvedores são convidados a submeterem conceitos para aplicativos que sejam baseados na Plataforma Adobe Flash, executados em aparelhos Nokia e que funcionarão em múltiplas telas, como dispositivos móveis, desktop e eletrônicos de consumo. Os aplicativos serão avaliados pelo grau de inovação e a atração que a experiência do usuário oferece, a robustez do aplicativo ou da implementação planejada e como ele explora da melhor maneira as capacidades e características dos dispositivos Nokia, Adobe Flash e Adobe AIR.

Os projetos submetidos para desenvolvimento serão analisados por um grupo de especialistas em aplicativos e serviços para múltiplas telas, escolhidos entre os parceiros do Open Screen Project. As áreas de foco incluem: entretenimento, rede de socialização, produtividade, jogos, notícias e informações. Os desenvolvedores retêm todos os direitos sobre seus aplicativos, enquanto a Adobe e a Nokia podem avaliá-los, testá-los e divulgar seu conteúdo. Para informações adicionais e detalhes para inscrição, visite www.openscreenproject.org.

 

Banda larga a 110 volts - Internet pela rede elétrica

A mesma tomada em que você liga o carregador de bateria do notebook, o micro-ondas e a TV também começa a trazer a conexão de banda larga. Pelo menos nos 150 apartamentos que estão testando a internet por rede elétrica no piloto da AES Eletropaulo Telecom, em São Paulo. É a tecnologia BPL (Broadband Power Line), na sigla usada nos Estados Unidos, ou PLC (Power Line Communication), na da Europa, um novo concorrente para o ADSL, o cabo, o satélite e o 3G. Parte do grupo de energia AES, a empresa pretende fornecer a solução para as operadoras, que comercializarão o serviço nas casas. Sob a coordenação da engenheira Teresa Vernaglia, 43 anos, diretora-geral da AES Eletropaulo Telecom, a companhia investiu 20 milhões de reais no projeto.


Como a banda larga por rede elétrica vem sendo testada?
Teresa - Iniciamos os testes em 20 prédios na região de Moema, em São Paulo, em novembro de 2007. Na fase seguinte, ampliamos a cobertura para 300 prédios, com 15 mil domicílios, em mais dois bairros: Cerqueira César e Pinheiros. São regiões já atendidas principalmente por ADSL e cable modem e com usuários bastante críticos.

Quantos usuários vocês têm hoje?
São mais de 150 apartamentos, todos residenciais. Eles não pagam pelo serviço, estão nos ajudando a avaliar a tecnologia na vida real, para que a gente possa ter certeza, por exemplo, que o modem funciona em qualquer tomada.

O uso de banda larga na rede elétrica trará aumento na conta de luz?
Não, só o que consome energia é o modem. O fato de os dados estarem passando pela rede elétrica não afeta o consumo de energia. Eles simplesmente usam a mesma rede.

 

Houve casos de interferência na transmissão de dados quando alguém liga um secador de cabelos ou um liquidificador, por exemplo?
Avaliar a performance do serviço no ambiente real foi justamente um dos objetivos dos testes. Observamos que existem situações em que um ou outro eletrodoméstico influencia na performance. Mas, quando isso acontece, existe um filtro que é colocado na tomada e elimina a interferência.

Quando começará a oferta comercial da banda larga por rede elétrica?
Estamos conversando com várias operadoras e acreditamos que essa solução estará sendo vendida no primeiro trimestre deste ano.

Tecnicamente, como funciona o BPL?
Os dados vêm pela rede de fibra óptica e, ao chegar embaixo de um transformador, passam por um gateway, que modula o sinal óptico e injeta na rede elétrica de baixa tensão. Cada transformador alimenta um grupo de residências ou prédios. No edifício, o sinal é transferido para a rede elétrica interna, de forma que todas as tomadas de todos os apartamentos passam a ter esse sinal disponível. Com o modem que fica plugado na tomada, o sinal é extraído da rede elétrica e convertido novamente em dados, que vão para o computador por meio do cabo de rede Ethernet.

Foi preciso instalar mais fibra óptica para atender aos 300 prédios do teste?
Instalamos 70 quilômetros de fibra óptica. Foi um complemento para estender a fibra da nossa rede até o transformador, que fica na rua. Do transformador até o prédio usamos a rede de baixa tensão, que ilumina as residências.

 

Qual é a velocidade oferecida hoje?
O gateway tem capacidade de 100 Mbps. Mas, na prestação do serviço, a velocidade real que chega no prédio é de 80 Mbps, que são compartilhados. Conforme a demanda aumenta, é possível ir acrescentando gateways para ampliar essa velocidade.

O modem já vai configurado na velocidade contratada?
Sim, o usuário contrata o serviço da operadora – que é o nosso cliente – especificando a velocidade desejada e o nosso técnico configura o modem. Se for 5 Mbps, por exemplo, aquele modem passa a ter essa velocidade em qualquer lugar que o usuário vá – seja quando muda de quarto ou quando vai à casa de um amigo no mesmo prédio. É só levar o modem, espetar na tomada e usar: onde houver cobertura BPL, a portabilidade está garantida.

Quem paga a conta?
A conta é do dono do modem. É como no celular: quando o usuário faz uma ligação e passa pela estação radiobase, é feita uma verificação do número de celular e do que ele pode fazer.

 

A rede de fibra óptica utilizada para transportar os sinais é da AES Eletropaulo Telecom?
Sim, temos uma rede de fibra óptica com mais de 2 mil quilômetros de extensão, que cobre 24 municípios na região metropolitana de São Paulo. Detectamos que a demanda por banda larga no mercado residencial estava crescendo e que as operadoras tinham dificuldade para chegar a alguns clientes. Por isso, em 2006, começamos a estudar a tecnologia BPL. Para nós, era mais uma alternativa de banda larga – como o ADSL, o cable modem, o satélite e, agora, o 3G.

Qual será o preço da banda larga para o consumidor?
A nossa premissa é que o preço seja compatível com o que já existe no mercado. A operadora que vender um serviço baseado nessa infra-estrutura, por exemplo, não precisará agendar uma visita do técnico à casa do usuário, uma vez que o acesso não exige nenhum tipo de configuração. O usuário só precisa colocar o modem na tomada e ligar o cabo Ethernet na placa de rede do micro.

Madeira líquida pode substituir o plástico?

O dilema sobre o uso embalagens plásticas segue na indisposição do mercado. Há pouco mais de quarenta anos, seres humanos sabem que tais produtos degradam o ambiente, porém, são os mais baratos.

Algumas tentativas para substituir o composto não-biodegradável e, por vezes, tóxico, foram em vão nos últimos anos pelo altíssimo custo e baixa qualidade, mas agora, pesquisadores da Alemanha e até do Brasil garantem que a solução amiga da natureza está na chamada ‘madeira líquida’.

Ou ainda, Arboform, como o Instituto de Tecnologia Química e a companhia Tecnaro, ambas relacionadas à organização de pesquisa alemã Fraunhofer-Gesellschaft, batizaram o invento. A vantagem do achado, dizem os cientistas, é que pode ser moldado como o plástico e é biodegradável.

Ele é obtido a partir da mistura de madeira à base de lignina (encontrado nas plantas terrestres, é um polímero natural que representa 30% da substância de cada árvore ou de cada planta de madeira) e pode ser misturado com linho, cânhamo (fibra que se obtém a partir da Cannabis), fibras de madeiras e outros aditivos.

A solução se torna rentável, pois a lignina é um dos três componentes principais da indústria de celulose de madeira e que não é necessária para a fábrica do papel. Misturado com fibra ou cera, então, o material produz um granulado que pode ser derretido e moldado.

O Brasil, por ter natureza privilegiada, foi um dos primeiros países a contar com a madeira líquida (ou resina injetável à base de madeira), com operações da Tecnaro desde 2004. Alguns produtos como painéis de carros, eletro-eletrônicos, cosméticos e outros bens-duráveis já contam com a nova tecnologia química.

Segundo a Tecnaro, as indústrias de termoplásticos não precisariam mudar seus equipamentos para explorar a lignina e moldar os produtos, pois pode ser colocada na mesma posição de processamento de plástico, mas com a madeira quente.

Apesar dos benefícios ambientais, como a possibilidade de não acumular CO2 na atmosfera em um ciclo fechado, algumas produções em larga escala ainda não compensam para o mercado ´viciado´ no plástico, de acordo com Alberto Rejtman, responsável pela Tecnaro no Brasil: “Em algumas aplicações pode substituir o plástico sim, noutras não devido ao alto custo”.

Em resposta ao título da notícia, talvez, a melhor resposta seria um “ainda não”. Porém, com a expansão da tecnologia, os novos experimentos e o aumento da consciência ambiental, a situação pode ser mais favorável em um futuro próximo.

“Nosso objetivo a médio prazo é armar uma unidade de fabricação no Brasil adaptando a formulação com insumos nacionais”, diz Alberto, em uma proposta que poderia aumentar o custo-benefício da aplicação.

 

GVT planeja entrar no mercado móvel

A GVT, única operadora de telecom listada no Novo Mercado da Bovespa, ainda não sentiu sinais de crise.

A companhia planeja lançar serviços em novas cidades este ano e se diz "ansiosa" para estrear também na telefonia móvel.

"Não há nenhum sinal de desaquecimento", disse Amos Genish, presidente da operadora, em entrevista à Reuters.

Segundo ele, a companhia continua a apresentar bons resultados e a atingir as próprias metas, além de estar se beneficiando da portabilidade numérica --recurso que permite ao cliente mudar de operadora e manter o número da linha.

A GVT afirma, com base nos números da administradora ABR Telecom, que atraiu para si 43 por cento dos clientes que pediram para mudar de operadora desde o início do processo, em setembro passado, ou 52,3 mil dos 121,7 mil pedidos.

A companhia, que atua na telefonia fixa e na Internet de banda larga, espera que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regulamente nos próximos meses a existência das "operadoras virtuais" de celular --aquelas que não têm rede própria, mas alugam capacidade das demais para atender nichos de mercado.

"A GVT é uma candidata natural (a esse tipo de operação). Estamos esperando ansiosamente para poder levar também a telefonia celular aos nossos atuais clientes", disse Genish.

A GVT divulgou nesta terça-feira o balanço de 2008, em que apresentou alta de 34,6 por cento na receita líquida sobre 2007, para 1,32 bilhão de reais.

 

Google é processado por truste

Uma concorrente do Google está processando o gigante de buscas por abusos como fraude de preços de anúncios.

Em um documento de 38 páginas, a TradeComet.com alega que o Google manipula seu sistema online para que preços de anúncios sejam caros, especialmente quando a publicidade é inserida no mecanismo de busca chamado Source Tool.

A TradeComet afirma que abriu o processo antitruste em um Tribunal Federal de Nova York.

O Google declarou que ainda não teve acesso às reclamações, mas reiterou sua crença de que há inúmeras outras opções de serviços de anúncios online, como as oferecidas pelo Yahoo! e pela Microsoft.

“Como já deixamos claro, o mercado de publicidade em que o Google opera é altamente competitivo e os anunciantes dipõem de muitas opções”, afirmou a companhia em comunicado.

A acusação da TradeComet é a mais recente ação legal argumentando que o Google utiliza seu poder de mercado para criar um monopólio que lhe permita prejudicar rivais e eliminar sites que ele não aprova.

 

Lojas da Vivo recebem seu celular antigo

Há pessoas que têm um profundo apego por coisas materiais, principalmente gadgets. Aqueles que já estão no quinto ou sexto celular, mas que se recusam a descartá-los – desde o tijolão de meados dos anos 90, até um smartphone de início de carreira, que foi trocado por dispositivo com wi-Fi, 3G, GPS e cia.

Mas quem não quer fazer um museu tecnológico na sua casa e – de quebra – cooperar com o meio ambiente, deve levar seu aparelho obsoleto para reciclagem em postos de coleta. A operadora Vivo, por exemplo, possui 3,4 mil unidades no Brasil, entre lojas oficias e autorizadas. O programa recebe o nome de Vivo Recicle Seu Celular.

É possível fazer a reciclagem de celulares, de seus acessórios e de baterias. Só neste ano, de acordo com a operadora, foram mais 1 milhão de itens encaminhados para o descarte adequado. O recurso obtido com a ação é revertido para projetos que ajudam a preservar a natureza mantidos pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE).

Para o programa, a Vivo mantém parceria com a Belmont Trading, empresa responsável pela coleta, triagem e descarte adequado destes equipamentos. Cerca de 90% dos aparelhos coletados são reciclados e 10% são reaproveitados e revendidos em outros países, excluindo América Latina. Segundo a empresa, a cada quilo de aparelhos coletados, 650 gramas de metal e 200 gramas de plásticos são reciclados – cerca de 80% dos materiais. Eles podem ser reaproveitados retornando ao mercado para a produção de outros produtos.

Vamos trocar ideias
Entre as outras iniciativas da operadora, está o hotsite Vamos Trocar Ideias, que estimula pessoas a compartilhar para sustentabilidade. Baseado na web 2.0, os usuários adicionam e compartilham idéias.

´A multa vai para parede´, diz Pirate Bay

Um dos fundadores do The Pirate Bay e réu na ação movida contra o site, Peter Sunde disse que vai publicar uma eventual multa imposta pela Justiça na parede de sua casa.

Peter Sunde deu a declaração numa entrevista coletiva após sair de uma das sessões do julgamento em que o Pirate Bay é acusado de infringir o copyright de filmes e músicas. Sunde argumenta que não é rico e que um pedido de indenização R$ 100 milhões é algo fora de sentido.

 “Não faz diferença se pedirem alguns milhões ou um bilhão. Nós simplesmente não temos dinheiro. Se eu receber uma multa dessas, vou enquadrar e pendurar na parede de casa”, afirmou Sunde.

Além de contestar tecnicamente os argumentos de promotores suecos, argumentando que o Pirate bay não hospeda arquivos protegidos, os réus tem adotado a estratégia de dizer que a ação é inútil.

Reiteradas vezes, os fundadores do TPB disseram que não importa qual seja o final do julgamento o site não será afetado. Em 2006, quando foi alvo de uma incursão policial que apreendeu parte de seus servidores, o TPB de fato voltou ao ar rapidamente, usando novos servidores.

Além disso, os réus se agarram em leis suecas que protegem a liberdade de expressão e o direito ao acesso livre à cultura e conhecimento. Do mesmo modo, a Suécia é signatária de acordos internacionais de proteção à propriedade intelectual, o que motiva a ação de promotores.

Fredrik Neij, Gottfrid Warg, Peter Sunde e Carl Lundström são réus na ação, que pode terminar por condená-los a dois anos de prisão.

 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

LG GD900 terá teclado transparente

Em meio às novidades da MWC, a LG mostrou uma imagem que instigou os maníacos por celulares: as primeira fotos do GD900 mostram um teclado transparente, como se fosse de vidro.

Preocupada com a fama de não ser lá muito revolucionária no design de seus celulares, a LG parece estar se importando cada vez mais com o estilo. Quando aberto, o teclado do GD900 brilha, dando a sensação de não haver mais nada além de números.

A LG divulgou que o GD900 será vendido no segundo semestre de 2009. Se estiver por Barcelona, vale a pena dar uma checada no estande número 8, onde o celular deve aparecer, mas só se você conseguir enxergá-lo.

Nvidia e Intel investem em web móvel

A Nvidia e a Intel apresentaram planos para ampliar sua participação no mercado de web móvel.

A Intel anunciou que a LG Electronics usará sua plataforma de hardware "Moorestown" e o software Moblin 2.0, baseado no Linux, para desenvolver um MID, um aparelho móvel de acesso à Internet, que deve ser maior que um celular ou celular inteligente, mas menor que um netbook.

E a maior projetista mundial de placas gráficas está lançando a série de chips Nvidia Tegra 600, que podem ser usados em MIDs vendidos por apenas 99 dólares e equipados com baterias com duração de até 15 horas, disse Michael Rayfield, gerente geral da divisão de aparelhos móveis do grupo.

A empresa está discutindo atualmente com diversos fabricantes e um aparelho equipado com o novo chip Nvidia deve estar à venda já no terceiro trimestre.

Os defensores dos MIDs argumentam que esses aparelhos oferecem uma forma barata de acesso à Internet para assistir a vídeos, enviar mensagens instantâneas, ler emails e utilizar diversos aplicativos, sem que os usuários precisem digitar nas teclas minúsculas dos celulares ou carregar um netbook, que basicamente é um laptop de menor porte.

"Há muita coisa anunciada para levar o mercado de aparelhos móveis na direção em que ele deveria ter seguido já há muito tempo", disse Jim McGregor, vice-presidente de estratégia de tecnologia na In-Stat.

A Nvidia está negociando a fabricação de MIDs com seus chips junto a diversas empresas, disse Rayfield, sem revelar os nomes das companhias envolvidas. Mas Rayfield acrescentou que uma dessas companhias poderia demonstrar um protótipo no estande da Nvidia na feira Mobile World Congress, em Barcelona.

Produtos como esses estariam prontos para o mercado já no terceiro trimestre, acrescentou Hector Marinez, porta-voz da Nvidia.