quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

EUA inovam cada vez menos, diz estudo

Um estudo conduzido há dez anos por uma fundação científica aponta para o declínio americano na participação em inovações tecnológicas no mundo.

Berço de empresas referência em inovação, como Google, IBM ou Microsoft, os Estados Unidos vem perdendo seu protagonismo nas áreas de ciências, TI e especialmente em inovações ambientais. A conclusão é do ITIF (Information Technology & Innovation Foundation), fundação que analisa os esforços inovadores em 40 países no mundo, entre eles o Brasil.

Para montar o ranking, o ITIF analisa 16 indicadores de cada país, como investimentos em escolas científicas, profissionais com pós-graduação, volume de capital de risco aplicado em projetos de inovação e gastos com educação.

Líder até 2005, os Estados Unidos figuram agora em sexto lugar na lista de 2009, divulgada nesta quarta-feira (25). Antes aparecem Cingapura, Suécia, Luxemburgo, Dinamarca e Coréia do Sul.

Uma análise dos últimos dez anos da pesquisa aponta que a nação que mais ganhou pontos no ranking foi a China, atual 33ª colocada no ranking. Os Estados Unidos aparecem na última posição entre nações que mais adicionaram pontos à lista, logo atrás do Brasil, penúltimo colocado.

O estudo aponta que, embora ainda seja uma referência fundamental em inovação, os Estados Unidos vêm perdendo ano a ano um pouco de sua influência e espaço no mercado de tecnologia. Os principais destaques ascendentes são nações asiáticas como China e Coréia do Sul, além de pequenas nações do norte da Europa, como Letônia, Estônia e Finlândia.

No ranking geral de nações inovadoras, o Brasil aparece em 39º lugar, à frente apenas da Índia. Como o estudo leva em conta alguns critérios per capta, como investimentos em educação, por exemplo, países com grandes populações tendem a levar uma certa desvantagem quando comparados a pequenas nações.

 

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