segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Fuçada no Nokia Tube (ops, 5800 XpressMusic!)

Além do iPhone, você já viu algum smartphone sem teclado físico que não pedisse o uso de canetinha ou botões em algum momento? Essa é a proeza da Nokia com o novo Tube, ou melhor, 5800 XpressMusic – que chegou ao INFOLAB em versão quase final, faltando pequenos ajustes na versão em português do software. A fabricante abandonou o nome de quando ele era um protótipo, mas entregou tudo o que estava prometendo: uma bela interface para tela sensível ao toque, sem aqueles ícones minúsculos, um player bem legal e, de quebra, o melhor reconhecimento de escrita que já vimos.

Para acessar todas as funções do aparelho, a única vez em que você precisa usar um botão é para entrar no menu principal, parecido com o já usado nos outros celulares da Nokia. A cara dele, com botões grandes e intuitivos, ajuda na hora de navegar pelos submenus. Dá para ver que não foi preciso fazer grandes adaptações para ele virar um touch screen competente – e isso é a coisa que mais incomoda nos equipamentos com Windows Mobile, como o Omnia. O modelo da Samsung, aliás, era quem melhor resolvia esse problema até agora, com seu microtouch pad, deixando a canetinha de lado.

A tão falada interface háptica é uma frescurinha legal. Ao receber um clique, a tela afunda levemente, passando a impressão de que você realmente está tocando num botão. Além disso, o aparelho dá uma pequena vibradinha a cada comando. É uma introdução ao que parece ser um recurso avançado do BlackBerry Storm, praticamente um iPhone para o trabalho ainda longe de chegar ao Brasil.

 

A coisa mais irritante na interface é que, quando você está navegando por uma lista com pastas ou aplicativos, é necessário dar um clique para selecionar e outro para abrir o item desejado. Mas, entre outras coisas, o que não deixa o Tube ser iPhone é a barra de rolagem. O 5800 não é como o telefone da Apple, que te dá a maior liberdade para passear pela tela apenas com movimentos para os quatro cantos. Você não chega a precisar da canetinha para comandar a barra, mas ela poderia ser um pouco mais larga e dar mais conforto a quem tem dedos grandões.

Feito para diversão



Como celular musical, o 5800 não decepciona, mas também não chega a surpreender. O player é como o dos antigos aparelhos XpressMusic, sem navegação pelas capas dos discos. Só dá para enxergar a arte dos CDs quando eles estão tocando. Há um equalizador dos mais simples e suporte a rádio FM. Bacana mesmo é o espaço de 16 GB no cartão de memória para armazenar músicas. Bola dentro: a entrada para fone é P2 comum, e não em formato proprietário. Bola fora: os alto-falantes embutidos têm definição ruim, e o som distorce demais num volume do médio para cima.

Digitar no 5800 é uma experiência muito legal. Primeiro, porque o teclado virtual é grande e confortável, parecido com o do iPhone. Segundo, porque o reconhecimento de escrita, como já dito, é um dos melhores vistos aqui. Depois de fazer aquele típico teste para gravar o jeito como você escreve cada letra, é só ir desenhando um caractere por cima do outro que o aparelho reconhece com velocidade e sem atrapalhação com os acentos.

 

Mesmo com boa interface para inserir texto, não espere do Tube mais que um celular para diversão. A coisa mais próxima de um aplicativo para manter a produtividade em alta é a tela inicial cheia de widgets, que você pode configurar para mostrar contatos, relógio, temperatura e lista de atividades, por exemplo. E também tem o Nokia Maps, para aproveitar o GPS. Mas o aparelho não vem com programa para editar ou visualizar documentos do Office. Uma pena, pois isso restringe o uso do teclado a envio de SMS e navegação pela web. Aliás, o browser (idêntico ao do N95) também não é um ponto forte do smartphone.

No design, a única coisa inovadora é a tela bacana, pois a carcaça é parecida com a dos outros celulares da linha. Ou seja, passa vergonha perto de aparelhos como iPhone, Omnia e Touch Diamond. Tentando fazer igual ao telefone da Apple, a Nokia colocou um slot para o chip, mas deu a maior mancada: ele serve apenas para colocar o cartão, mas não para tirá-lo. Para quem quiser removê-lo, é necessário tirar a tampa e a bateria. Aí, com ajuda da canetinha, você dá um peteleco no chip, que pula para fora. Pelo menos é mais uma utilidade para a stylus.

Observação: a avaliação técnica de 8,4 para o 5800 XpressMusic serve para o equipamento testado no INFOLAB, com software em versão de testes. Alterações ainda podem ocorrer antes do lançamento oficial.

 

Fonte: Info

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