segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

MacBook Pro junta potência e design arrasador

Imagine que alguém pegou uma peça de alumínio e saiu talhando até montar algo parecido com um notebook. Pois a Apple fez isso com sua nova série de laptops e atingiu um padrão de acabamento classe A. Depois do modelo de 13 polegadas, quem aterrissou aqui no INFOLAB foi o MacBook Pro de 15,4 polegadas. Aqui, além de beleza, o papo é desempenho para tarefas mais pesadas, como edição de música. Tudo isso com grandes avanços de hardware, como na tela de vidro ultra-resistente e no touchpad com funções de iPhone.

Não é preciso ficar babando ovo para você perceber que a máquina é linda, mas falar de sua resistência é imprescindível. Como ela não tem nenhuma parte móvel, como aquelas travas da tampa, só com muita ignorância para conseguir quebrar alguma coisa – mesmo ele sendo tão fino quanto o modelo pequeno, com uma tela que tem a mesma espessura do MacBook Air (0,7 centímetro). Dando uma boa olhada na tela, a sensação de robustez é maior ainda, pois ela tem cobertura de vidro. É diferente dos displays comuns, que você faz uma forcinha e consegue torcer.

Como somos pentelhos demais, fica uma reclamação: a dobradiça parece não resistir o peso da tela em determinadas situações, principalmente quando a base está quase na vertical (você pode dar uma olhada no vídeo do produto em TV INFO para entender melhor). Isso não faz muita diferença, pois ninguém vai usar o notebook desse jeito, mas já mostra pelo menos uma fragilidade numa máquina com nível elevado de acabamento.

 

Touchpad ou tela de iPhone?



Assim como em todos os modelos da nova série da Apple, o touchpad de vidro é um show de funções à parte. Primeiro, porque ele é gigantesco – mede 10,5 por 7,6 centímetros; segundo, porque tem todas as funções multitoque do iPhone, que se integram direitinho ao sistema operacional Leopard. Para isso funcionar, a ideia da Apple foi tirar os botões e fazer do próprio touchpad um grande botão clicável.

A coisa mais interessante é a forma ágil como você lida com as janelas. Para alternar entre os programas abertos, é só passar quatro dedos para cima ou para baixo, em vez de apertar os botões Alt + Tab, o padrão no Windows. Para quem usa programas gráficos, dois movimentos com os dedos ajudam muito: imitando uma pinça, você dá um zoom nas imagens, e fazendo um círculo, o objeto selecionado gira.

Conectividade



Nesta versão com tela de 15,4 polegadas, o MacBook Pro tem porta FireWire, ausente em seu irmão menor. Mas as novidades em relação à sua conectividade não vão além disso. A máquina tem apenas duas portas USB, Bluetooth, Wi-Fi no padrão n e porta Gigabit Ethernet. Fica faltando um leitor de cartões, que a Apple insiste em deixar fora até de suas máquinas mais potentes. A porta de vídeo é no formato miniDVI, com adaptadores para DVI e VGA, mas a saída HDMI não faz parte da lista.

Um grande barato desse notebook não está em como os dispositivos conversam com ele, mas sim em como você pode acessá-lo por dentro. O disco rígido fica escondido apenas por uma tampa de alumínio, o que facilita o upgrade na capacidade de armazenamento e também na memória – e nem precisa sair desparafusando muita coisa. A bateria também fica lá embaixo. Aliás, este é o maior ponto fraco da máquina: ela aguentou apenas 60 minutos de uso longe da tomada.

 

Configuração e desempenho



Este MacBook Pro é o irmão do meio da série, logo acima dos modelos de plástico e alumínio, com tela de 13 polegadas, mas ainda abaixo do MacBook Pro de 17 polegadas. Pelo equilíbrio, sua configuração representa bem esse posicionamento. Os destaques vão para o processador veloz, um Core 2 Duo P8600, de 2,4 GHz, e para o chip gráfico GeForce 9600M GT, um dos melhores modelos integrados da atualidade. As críticas ficam para o disco de apenas 250 GB, com velocidade de 5 400 RPM, e para a memória de 2 GB, que pelo menos é DDR3, com frequência de 1 066 MHz.

Mesmo tendo pontos fracos, não dá para reclamar muito, pois os resultados do conjunto nos benchmarks foram ótimos. Ele marcou 3 203 pontos no PCMark Vantage, mostrando que cumpre com folga as tarefas do dia-a-dia e atividades mais pesadas, como edições de vídeo e música – afinal, é uma das máquinas preferidas de quem está pensando em fazer uma espécie de estúdio móvel. Rodando o programa Logic, feito especialmente para isso, conseguimos controlar múltiplas pistas sem nenhuma engasgada. Nos testes com gráficos, os resultados ficaram dentro do esperado para essa placa de vídeo – 5 695 pontos no 3DMark06 e 3 928 no Cinebench.

Olhando a configuração e o preço de 8 999 reais, chegamos à conclusão de que, embora os resultados no teste tenham sido muito bons, este MacBook é a pior opção da série, na relação entre custo e benefício. O modelo de 13 polegadas tem quase a mesma configuração (muda só a placa de vídeo) e custa 2 mil reais a menos. Já o modelo de 15 polegadas acima deste custa 10 999 reais, mas tem chip de 2,5 GHz, 4 GB de RAM e disco rígido de 320 GB, além de uma placa de vídeo com 512 MB de memória, em vez de 256 MB.

É possível encontrar notebooks de outras marcas abaixo de 6 500 reais e mais avançados, até com leitores de Blu-ray. É o caso do S510U, da LG, e do Pavilion dv4-1180br, da HP. Aí é questão de gosto e de pensar se vale a pena ou não gastar bem mais por um acabamento nesse nível.

 

Fonte: INFO

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