quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O dia em que o Google parou

Parecia um filme de terror. A falha que bagunçou as buscas no Google no dia 31 de janeiro, por menos de uma hora, causou pânico na web. Foi uma reação exagerada. Apesar do aviso de que qualquer site poderia danificar o computador e do bloqueio imposto a quem clicasse nos resultados, as pesquisas continuaram a funcionar normalmente. Bastava copiar a URL encontrada e colá-la no navegador para contornar o problema.

Ainda assim, as pessoas ficaram desnorteadas, como se não houvesse nenhum outro buscador na internet inteira. Embora os concorrentes ainda não consigam atingir o mesmo grau de precisão, eles dão conta do recado na hora de um aperto. Só que muita gente simplesmente nem se lembrou de que havia alternativas.

O incidente todo mostrou como boa parte dos internautas está viciada no Google. Muita gente nem mesmo digita URLs no browser ou usa bookmarks: prefere entrar no Google, teclar uma palavra-chave e então clicar no site desejado.

O fato é que o drama do último sábado de janeiro poderia ter sido muito, mas muito pior. Imagine se o erro tivesse permitido a qualquer pessoa acessar todos os históricos de busca dos internautas? Bastariam 40 minutos para que isso provocasse uma verdadeira hecatombe no planeta todo, com resultados devastadores para pessoas, empresas e governos. Seria como ganhar passe-livre para vasculhar as gavetas cheias de segredos de muita gente.

Se uma falha humana fez toda a web ser classificada pelo Google como um site malicioso, nada impede que outros funcionários façam uma besteira um dia desses, expondo, sem querer, a privacidade de milhões e milhões. A política "Don't be evil" não pode evitar um inocente cochilo em cima do teclado do computador.

E isso representaria o fim da empresa de Larry Page e Sergey Brin como a conhecemos hoje. Se o Google está de olho em todos nós, o mundo todo também está de olho nele.

Fonte: Info

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