sexta-feira, 6 de março de 2009

A era dos carrões movidos à bateria

Novato atrevido
Com jeitão de startup, criada em 2007, a fabricante californiana Fisker já acelera forte. No salão de Detroit, em janeiro, ela exibiu o híbrido Karma S, carrão empurrado por dois motores elétricos com total de 403 cavalos — é mais que um Porsche. O esportivo roda até 80 quilômetros só na bateria. Se a “pilha” acabar, entra em cena um motor tradicional, que gera energia para recarregar a bateria. Ainda neste ano, a máquina será vendida, nos Estados Unidos, por 87 900 dólares.

Dojão na tomada
A Chrysler, dona da marca Dodge, está mal das pernas devido à crise. Mas não economizou no design e na potência do protótipo Dodge Circuit EV. O esportivo com cor chamativa tem dois lugares e um motor elétrico de 280 cavalos que faz de 0 a 100 km/h em menos de cinco segundos. Sua velocidade final é de 193 km/h. Resta saber se ele será ágil o suficiente para chegar ao mercado e escapar da pindaíba da montadora.

O Cadillac do futuro
A marca Cadillac ainda faz lembrar dos tempos dos rabo-de-peixe, mas a empresa não vive do passado. Prova disso é o protótipo Cadillac Converj. O sedan conta com bateria que garante 64 quilômetros de autonomia e se recarrega em menos de 3 horas de tomada (a 240 volts). Como alternativa, o Converj tem um motor convencional de 4 cilindros. Um toque de charme é o uso de um par de câmeras digitais no lugar dos espelhos retrovisores.

Enquanto isso, no Brasil...
Carroceria com acabamento em plástico, motor com 18 cavalos e 2,64 metros de comprimento são algumas das modestas características do REVAi, o carro elétrico indiano que deve desembarcar no Brasil via importadoras neste semestre. Se não bastasse o aperto e a falta de apelo no design, o carrinho ainda conta com uma bateria baseada em chumbo/ácido, que sofre do famigerado efeito memória. Ou seja, não dá para recarregar a bateria a qualquer hora, senão ela vicia. Ah, e ele vai custar caro: 75 mil reais. Haja amor pela natureza.

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