sexta-feira, 20 de março de 2009

Linux ganha mercado com a crise

Um estudo realizado pela IDC mostra que o Linux deve ganhar espaço nas corporações como consequência dos efeitos da crise. Atrás de redução de custos de suporte, 72% dos entrevistados disseram estar avaliando seriamente ou já terem decidido aumentar a adoção do Linux em servidores em 2009, enquanto mais de 68% farão o mesmo para desktops.

Além do fator econômico, 40% dos executivos da pesquisa planejam implementar fluxos de trabalho adicionais em Linux nos próximos 24 meses e 49% indicaram que o Linux será sua principal plataforma nos próximos 5 anos. Já os que afirmaram não adotar o software livre, justificaram que continuam hesitantes por causa da falta de suporte de aplicação e fraca interoperabilidade com Windows e outros ambientes como sua principal preocupação.

 

De acordo com Markus Rex, gerente geral e vice-presidente sênior para Soluções de Plataforma Aberta da Novell, as empresas também afirmaram que a adoção do Linux será ainda maior com o fortalecimento do suporte a aplicações Linux, interoperabilidade, capacidades de virtualização e suporte técnico.

Para 67% dos executivos, interoperabilidade e gerenciamento entre Linux e Windows são dois fatores importantes na escolha do sistema operacional. O segmento varejista tem o maior potencial de aceleração na adoção de Linux já que 63% dos entrevistados planejam um aumento no desktop e 69% consideram o mesmo no servidor. Já o setor governamental ficou para trás.

O Linux nos desktops deve ser utilizado especialmente para funções de escritório básicas, usuários técnicos de estações de trabalho e educação superior. Além disso, 50% dos executivos disseram que a migração para a virtualização está acelerando as adoções de Linux e 88% planejam avaliar, implementar ou aumentar o uso de software de virtualização no sistema operacional Linux nos próximos dois anos.

 

A crise econômica teve seu maior impacto nas Américas, nos serviços financeiros e governo. Mais de 62% dos entrevistados disseram que seus orçamentos sofreram cortes ou que estão apenas investindo no que é necessário.

A pesquisa foi realizada em fevereiro de 2009 com 300 profissionais de TI que supervisionam as compras de Linux e outros sistemas operacionais nas corporações. Para participar, as organizações deveriam ter mais de 100 funcionários. Entre os participantes, 55% tinham Linux como sistema de servidor em uso, 39% Unix e 97% Windows. A pesquisa foi encomendada pela Novell e pode ser acessa na integra no site da companhia.

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