terça-feira, 17 de março de 2009

Nova comunidade tenta resgatar Discografias

Apenas um dia após a comunidade Discografias anunciar que sairia do ar, o orkut já conta com o grupo “Discografias – o retorno!”, que reúne 5,5 mil usuários.

A comunidade original reunia mais de 900 mil perfis e era acessada por ao menos um milhão de usuários ativos, já que não é preciso associar-se ao grupo para ler seu tópicos e baixar músicas.

No grupo, usuários postavam links de serviços de troca de arquivos como RapidShare, EasyShare e MegaUpload que permitiam baixar discografias inteiras de artistas populares.

Alvo de críticas e ameaças da APCM (Associação Anti-Pirataria de Cinema e Música), os moderadores da comunidade optaram por seu fim, com o objetivo de tentar escapar de processos na Justiça. Em comunicado, os líderes do grupo afirmam que trabalharam arduamente para “contribuir com a cultura e entretenimento sem aferir nenhum tipo de vantagem financeira”.

Os pontos fortes da comunidade eram o amplo banco de dados e a criteriosa organização dos diretórios, o que foi perdido. No novo grupo, o dono da comunidade (um perfil falso) exorta os usuários a “reconstruir” a discografias.

A APCM criticava há meses a comunidade Discografias, a quem classificava como “piratas”. Nos fóruns da comunidade, o Discografias era definido como um serviço de troca de arquivos que, por não gerar faturamente, não poderia ser considerado pirataria. Para os membros do grupo, piratas são os comerciantes que vendem CDs falsos nas ruas.

Em nota, a associação afirma que a comunidade "dedicava-se a disponibilizar músicas de forma ilegal, ignorando todos os canais legais de divulgação e uma cadeia produtiva de compositores, autores, cantores e produtores fonográficos".

No texto, a APCM diz que "a comunidade, assim como outras fontes de infrações aos direitos de artistas e produtores, continuará sendo observada".  A associação diz ainda que considerou "um avanço" o fim da Discografias original.

 

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