quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nikon D80 clica fotos excelentes em instantes

O investimento numa câmera reflex não é qualquer coisa. Além de ficar esperto no preço, é bom olhar durabilidade, compatibilidade com equipamentos externos e, claro, a qualidade das fotos que ela tira. Atualmente, uma das melhores câmeras para se comprar, levando em conta a relação entre custo e benefício, é a D80, da Nikon. Há alguns meses ela custava 2 mil reais a mais, e a mudança de preço foi tão brusca porque a D90, sua sucessora, chegou ao mercado. Ou seja, você paga 3 353 reais numa máquina com estrutura e qualidade de uma bem mais cara. Só para deixar claro, esse preço é só do corpo. Há kits que vêm com objetivas junto, mas elas costumam ser de material ruim.

A reputação da D80 é indiscutível no meio fotográfico. A qualidade das fotos é condizente com uma reflex de 10 megapixels. Isso significa imagens com ótimos detalhes, nitidez e balanço de cores. É suficiente para deixar até os mais exigentes de boca aberta. Claro que, como em qualquer SLR, a objetiva usada conta tanto quanto a câmera. Para ser mais exato, o sensor da D80 é de 23,6 por 15,8 mm (3,72 cm²) e tem 10,2 megapixels.

Nesse mercado, quem concorre com as Nikon desse porte são, essencialmente, as câmeras da Sony e, sobretudo, as da Canon. Mais especificamente, os modelos DLSR-A200 e DLSR-A350, da Sony, e as máquinas Rebel Xs, Rebel Xsi, e 40D, da Canon. Dentre todas essas, nenhuma é tão rápida quanto a D80.

O tempo para se ligar a câmera, até ela ficar pronta para disparar fotos, não existe – é instantâneo. O foco, quando ajustado no automático, também é super veloz. Fotografias são batidas e armazenadas no cartão de memória em tempos impressionantes. No modo burst, 110 cliques saem em 33 segundos. O engraçado é que, depois de bater as 110 fotos, não tem aquele comum tempo de gravação na memória. Ou seja, pode-se fazer um burst após o outro, sem ter de esperar as fotos irem para a unidade de armazenamento, o que ocorre nas outras câmeras.


Uma câmera de pegada

O que agrada nessa câmera, mais que nos modelos da Canon, é a ergonomia. Além de ter uma empunhadura quase perfeita, há dois botões de rolagem, um para controlar a velocidade de abertura da cortina e outro para a abertura do diafragma. Um fica no dedo médio e o outro no dedão da mão direita. A configuração da foto fica mais fácil e ágil, sem precisar tirar o olho do visor e nem o indicador do botão de disparo. Ela pesa 676 gramas, sem contar a objetiva, às vezes mais pesada que a própria câmera.

A D80 é classificada não como um modelo amador avançado, mas sim como um semiprofissional. Isso não só pela construção e pelos controles manuais, mas também pela durabilidade dos seus componentes – especialmente do obturador, que deve resistir aproximadamente 100 mil fotos.

O visor ocular é excelente, com um quadro completo de informações. O visor de cima, ao lado do botão de disparo, também lista toda a configuração de foto. Aqui no, não conseguimos encontrar nenhuma função fora desse mostrador. Além disso, ele possui luz própria para ser visto no escuro. A tela de LCD é realmente boa. Tem 2,5 polegadas, menus de acesso fácil e ângulo de visão de 170°. Todo comando de configuração de foto (como ISO, balanço de brancos e foco) é facilmente acessado, na maioria das vezes por um botão dedicado.


Imagens de babar

A qualidade das fotografias, como em qualquer máquina SLR das melhores marcas, é surpreendente. O sistema de foco é de 11 pontos. A D80, porém, tem um desempenho pior nos ambientes escuros que as concorrentes. Para melhorar um pouco, ela conta com o recurso NR (Noise Reduction), que diminui o ruído das fotos feitas em altas sensibilidades. O problema é que os detalhes também acabam sendo suavizados. O ISO pode ser configurado de 100 a 1 600.

Os formatos de gravação de imagem são em RAW ou JPEG. Neste último, há diversos níveis de compressão. Quando as fotos são batidas no formato RAW, algumas coisas mudam. A começar pela velocidade do modo burst – faz 3,1 quadros por segundo, mas registra um máximo de 6 por clique. Na edição das fotos feitas na própria câmera, a fotografia original nunca é mudada, sendo que a modificada é salva como um arquivo novo. As imagens no formato RAW podem ser editadas, mas sua cópia é salva em JPEG.

O flash interno quebra o galho para quem está desprevenido ou não costuma carregar um externo. Ele tem alcance de 13 metros e tem sincronismo com velocidade de até 1/200 segundos. As velocidades automáticas máximas da câmera são de 30 segundos e 1/4000 segundos – nada tão impressionante.

Atualmente há câmeras com o LiveView, recurso que possibilita usar o visor de LCD para bater as fotos no lugar do óptico, assim como nas compactas. Essa tecnologia não existe na D80, mas geralmente não faz muita falta numa SLR. Só atrapalha mesmo em momentos nos quais é impossível manter o olho no visor para focalizar determinado ângulo. Também é possível reclamar da falta de um limpador de sensor.

Veja nos links abaixo as especificações completa da Nikon D80 e suas concorrentes.

Nikon D80

http://www.testfreaks.com.br/cameras-digitais/nikon-d80/

Canon EOS 40D

http://www.testfreaks.com.br/cameras-digitais/canon-eos-40d/

Sony DSLR A200

http://www.testfreaks.com.br/cameras-digitais/sony-dslr-a200/

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