quinta-feira, 7 de maio de 2009

Na cola do Google

O Google é mais do que uma empresa de sucesso: é um fenômeno cultural observado cada vez mais atentamente pelo governo americano, apesar do apoio de seu CEO ao presidente dos EUA, Barack Obama.

A líder mundial em buscas online e provedora de anúncios exibidos em resultados de pesquisas está descobrindo que o grande porte de seus negócios chama a atenção de autoridades antitruste.

“De certa forma, as pessoas pensam no Google como se ele fosse a próxima Microsoft”, disse o advogado Beau Buffier, da Shearman and Sterling LLP.

Já que a indústria de tecnologia é uma das poucas áreas em que os EUA se mantêm na liderança, é necessário tomar o máximo de cuidado para garantir que o mercado permaneça competitivo, segundo Evan Stewart, da Zuckerman Spaeder.

“A questão é: se precisamos manter a competitividade, isso não pode ser feito permitindo que uma corporação construa um monopólio absoluto”, explicou Stewart.

“Nem a Microsoft nem a IBM chegaram a ser o fenômeno cultural que o Google representa hoje em dia”, comentou Sandy Litvack, da Hogan & Hartson.

Litvack comandou a equipe de Departamento de Justiça dos EUA que estava preparada para avaliar a possível parceria entre Google e Yahoo!.

O porta-voz do Google, Adam Kovacevich, disse que a competição online está a apenas um clique de distância: “Sempre que uma empresa é bem sucedida, existem investigações sobre seus negócios.”

 

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