terça-feira, 28 de julho de 2009

O WOLED tem a luz

LEDs orgânicos podem produzir iluminação mais eficiente e barata.

Na procura de fontes baratas e eficientes de luz branca, os diodos emissores de luz (LEDs) há muito são considerados a alternativa mais promissora. Em breve, uma nova geração de LEDs orgânicos brancos poderá iluminar lares, escritórios e telas de computador. Os LEDs são a solução mais indicada em inúmeros casos, porque convertem energia elétrica em fótons de forma extremamente efi caz. Enquanto as lâmpadas incandescentes transformam apenas 5% da energia que recebem em luz e as fluorescentes conseguem aproveitar 20%, os LEDs chegam a 30% ou mais.

O problema é que os LEDs convencionais produzem luz somente em comprimentos de onda específicos. Por isso, seus fabricantes utilizam dois truques para gerar luz branca. Um deles é usar vários LEDs, cada um com uma cor primária. Quando combinadas, essas cores provocam a sensação de luz branca aos olhos humanos. A outra técnica é envolver um LED azul com fosfato ou químicos fluorescentes, que absorvem uma parte da luz azulada e a emitem em tom âmbar. Nós também enxergamos essa combinação como luz branca.

Pigmentos que brilham
Esses processos são relativamente caros. Porém, uma opção mais barata está surgindo do desenvolvimento de pigmentos orgânicos que emitem fótons azulados e em tons de âmbar. Eles podem ser combinados na camada emissora de luz do LED. O resultado é um LED orgânico que produz luz branca diretamente, conhecido como WOLED. Entretanto, os WOLEDs ainda não saíram dos laboratórios. Altas correntes elétricas tendem a estragar os pigmentos orgânicos nos quais eles são envolvidos. Isso torna sua vida útil drasticamente menor que a dos LEDs inorgânicos, feitos de materiais como arsenieto de gálio e índio. Uma solução para esse problema seria descobrir como produzir uma claridade razoável com a mais baixa corrente elétrica possível.

Dois em um
Um grupo do Instituto Changchun de Química Aplicada, da Academia Chinesa de Ciência, liderado por Dongge Ma, apresentou uma maneira simples de fazer isso: sobrepor duas camadas emissoras de luz branca num único dispositivo, de modo que eles funcionem em série. Um artigo recente no Journal of Applied Physics explica a descoberta. "A estrutura sobreposta fornece mais claridade com correntes mais baixas", explica Paul Burrows, engenheiro elétrico da Reata Research, consultoria em ciência e tecnologia de Kennewick, no estado americano de Washington.

Mas a invenção tem um provável inconveniente: os diodos em série exigem o dobro da voltagem para funcionar, o que pode prejudicar a efi ciência do dispositivo. Até agora, entretanto, não se sabe se, de fato, isso acontece — algo que deve ser esclarecido por meio de testes adicionais. Colin Humphreys, cientista de materiais da Universidade de Cambridge, alerta para o excesso de otimismo num estágio ainda primário de desenvolvimento. "Há muita expectativa em relação aos WOLEDs", diz, mas ainda existem muitos desafios a ser superados antes de esses dispositivos chegarem ao mercado. "Eles podem tanto conquistar um amplo espaço como ser um produto segmentado. O futuro dos WOLEDs, por enquanto, é incerto", afi rma Humphreys.

 

Tio Bill diz que desistiu do Facebook

Todo mundo quer ser amigo de Bill Gates. Em números, cerca de dez mil pessoas tentaram adicionar o ex-CEO da Microsoft no Facebook, desde a última vez que ele entrou na rede.

Mas o sentimento não é recíproco. Em viagem à Índia, para receber um prêmio por suas ações de caridade, Gates disse que desistiu de participar o Facebook, pois o site de relacionamentos passou a ser um transtorno em sua vida virtual.

O atual conselheiro da Microsoft diz que parou de acessar sua conta, depois que viu que uma dezena de milhares de pessoas que ele não conhecia tentavam fazer parte de sua lista de amigos.

A agência de notícias francesa AFP também publicou que, na cerimônia, Bill Gates declarou “não ser uma pessoa tecnológica vinte e quatro horas por dia”. O homem mais rico do mundo na lista da Forbes de 2009 falou que lê muito “e parte dessa leitura não é feita no computador”.

Gates esteve presente em Nova Delhi para receber o Prêmio Indira Gandhi por Paz, Desarmamento e Desenvolvimento, dado pelo governo local a sua organização Bill e Melinda Gates Foundation pelo trabalho realizado nos últimos meses.

Em 2007, a Microsoft investiu 240 milhões de dólares no Facebook. Talvez Bill Gates diria "amigos, amigos, negócios à parte".

 

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Eletricidade sem fio é quase uma realidade

Empresa americana está próxima de tornar a eletricidade sem fio uma tecnologia presente no dia a dia.

Durante a última conferência TED Global, em Oxford, o CEO da Witricity explicou como seria possível realizar o feito em alguns smartphones. Eric Giler usou como exemplo o G1 da HTC, rodando o sistema Android, e o iPhone.

A transferência da eletricidade sem fio é possível graças à ressonância eletromagnética. É o mesmo princípio que faz o vidro rachar quando a nota musical certa é tocada no tom exato. O fenômeno funciona com objetos que possuam a mesma freqüência de ressonância e que, por isso, podem transferir energia entre si sem interferir em objetos próximos.

O sistema Witricity usa duas bobinas que compartilham a mesma freqüência para transferir energia: uma está conectada à fonte de energia e a outra é colocada no aparelho. A energia flui entre as duas e a voltagem começa a aumentar na bobina do equipamento, carregando sua bateria ou alimentando seu funcionamento.

A tecnologia poderia ser aplicada às mais diversas áreas, do uso pessoal á equipamentos médicos. Como exemplo, a empresa cita a comodidade de se ter uma estação de trabalho, com PC, impressora e fax, funcionando sem a necessidade de fios. Ou então o uso em marca passos, desfibriladores, ou outros devices que necessitam de carga para as baterias.

Isso significa que, muito em breve, você poderá perambular com seu laptop pela casa ou escritório enquanto a bateria estiver sendo carregada – claro, desde que mantida uma distância mínima da fonte de energia.

 

Projeto de loja da Microsoft cai na rede

Uma apresentação enviada ao blog Gizmodo revela diversos detalhes sobre o projeto de lojas da Microsoft.

Os editores do site receberam um Powerpoint elaborado pela empresa Lippcott com informações sobre o conceito, design e até os princípios do empreendimento. A própria Microsoft informou que o documento é legítimo, mas que não passa dos primeiros rascunhos feitos pela empresa, longe do que deve ser apresentado ainda este ano.

De acordo com a apresentação, o design da loja seria uma mistura de diversas iniciativas, como a Apple Store e a Sony Style.

A ênfase seria dada ao Windows 7, além do Xbox 360, o Windows Media Center e o Windows Mobile. O ambiente ainda teria um monitor gigante, computadores com Surface e um “bar”, onde os usuários poderiam tirar suas dúvidas referentes aos produtos. O Gizmodo afirma ainda que será possível pagar para comemorar aniversários no local.

Em fevereiro a Microsoft contratou David Porter, que trabalhou anos na rede Wal-Mart. Na ocasião, a companhia revelou seus planos para a construção de uma cadeia de lojas para divulgar seus produtos.

 

Aplicativo rende US$ 1 mi em seis semanas

A Social Gaming Network (SGN) provou que o mercado de aplicativos para iPhone pode ser bem rentável para os desenvolvedores.

Lançado no começo de junho, o Fleet Air Superiority Training (F.A.S.T.), que permite batalhas aéreas online entre diversos proprietários do celular, rendeu US$ 1 milhão para a SGN em seis semanas de exposição no iTunes.

O download do jogo chegou a custar US$ 9,99, mas a empresa reduziu o preço aos poucos até chegar a US$ 1,99. A estratégia adotada pela companhia foi a de encontrar um valor que fizesse com que a massa de usuários se interessasse pelo seu produto.

A nova versão deve trazer ainda um sistema de compra de itens pelo qual os jogadores pagarão por armas e novos aviões. A SGN não entrou em detalhes sobre os preços a serem praticados.

A empresa informou que deve licenciar uma forma básica de sua plataforma para que outros desenvolvedores criem jogos interativos.

 

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A web do futuro é semântica?

A construção de uma internet mais inteligente caminha devagar, mas pode provocar uma revolução.

Esqueça o Google. Se a web semântica virar mesmo realidade, o futuro estará repleto de agentes — programas capazes de pesquisar informações e executar tarefas complexas, que, hoje, apenas os humanos conseguem realizar. Um exemplo: usar a rede para alugar um apartamento em São Paulo, num prédio sem restrições a cachorros, numa rua com baixo índice de criminalidade e a, no máximo, 20 minutos de carro do trabalho. Hoje, uma pesquisa desse tipo exige que o internauta passe algumas horas diante do PC. É necessário visitar vários sites, decidir quais informações têm maior ou menor relevância e tirar conclusões. Com a web semântica, todo o trabalho duro ficará sob a responsabilidade de aplicativos. Eles não apenas conseguirão dar a resposta em poucos segundos como também serão capazes de entrar em contato com as imobiliárias.

Quem idealizou esse cenário foi o pai da web, o físico Tim Berners-Lee, diretor do World Wide Web Consortium (W3C). Mas o projeto de uma internet mais inteligente, que surgiu há mais de dez anos, até agora não decolou. Apesar de padrões e modelos já terem sido definidos e criados há algum tempo, ainda são poucos os sites moldados dentro dos novos parâmetros. Enquanto isso, buscadores como o Google continuam indispensáveis. O que aconteceu?

Teia na rede

Não dá para entender por que a web semântica ainda não se tornou um grande sucesso sem compreender o seu funcionamento. São muitas as diferenças em relação à rede atual. A internet de hoje consiste numa imensa quantidade de documentos, que só se relacionam entre si por meio de links. Quando leem o código de uma página, os computadores veem apenas um punhado de instruções que indicam como exibi-la de modo correto.

No caso de uma livraria virtual, as máquinas não sabem diferenciar preço, título ou autor. Num site pessoal que exibe uma biografia, também não conseguem distinguir a cidade onde a pessoa nasceu das empresas onde trabalhou. Para um computador, cada aspecto desse conteúdo se resume a um conjunto de caracteres. Já a mente humana consegue perceber claramente cada elemento e seu significado.

A web semântica tem o objetivo de fazer os computadores também entenderem o que está descrito nas páginas da web. Na visão de Tim Berners-Lee e de outros pesquisadores, realizar essa mudança radical não exige a criação de complexos programas de inteligência artificial. O grande segredo está em produzir páginas que contenham, no seu código, informações capazes de indicar, às máquinas, o que representa cada item presente.

Para que a web semântica se concretize, é preciso que os dados sejam acompanhados de descrições baseadas nos padrões do W3C. Entre esses padrões, os principais são XML, RDF e ontologias (veja o glossário na página 60). Por meio desses códigos, os computadores vão identificar o que representa um nome, um endereço, uma cidade e assim por diante. Eles não vão se tornar mais espertos e realmente compreender, como o cérebro humano, o significado de cada coisa. Mas essa camada adicional de conteúdo permitirá a ação de programas especiais, os agentes, para lidar com informações e executar tarefas.

Admirável mundo novo

Berners-Lee e os pesquisadores James Hendler e Ora Lassila descreveram o que esperavam da web semântica num artigo publicado em 2001 na revista Scientific American (http://tinyurl.com/dytfbz). No texto, que se tornou referência, os agentes não estão presentes apenas em computadores, mas também em dispositivos móveis. Logo no início, um telefone toca e o volume de todos os aparelhos sonoros é diminuído automaticamente. Depois, um programa recebe a missão de agendar sessões de fisioterapia. E seguem vários outros exemplos semelhantes.

Hendler, hoje professor do Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos, disse à INFO que faria poucas alterações no artigo original. "Teria deixado mais claro de que falávamos de semântica realmente muito simples e enfatizado o quanto ela pode nos levar longe", afi rma. "Muitos pensam que a web semântica depende de inteligência artificial, mas estão errados. Tem muito mais a ver com bancos de dados e aplicativos para a web."

Para o pesquisador, não é possível dizer que essa nova internet ainda não emplacou. "Programas na web que aplicam essas tecnologias em larga escala já existem há mais de dois anos, e muitos outros continuam a surgir", diz. "É uma tecnologia ligada à infraestrutura. As pessoas esperam ‘vê-la’, mas o que ela realmente tem feito é permitir que os desenvolvedores enriqueçam seus sites e integrem melhor as informações de diferentes páginas."

Para Vagner Diniz, coordenador-geral do escritório brasileiro do W3C, uma verdadeira revolução está prestes a acontecer. "Pelas experiências que temos visto, haverá uma mudança radical", afirma. "Mas isso não quer dizer que as velhas tecnologias vão deixar de funcionar." A web atual e a semântica vão, portanto, coexistir — daí a resistência de muitos pesquisadores em se referir a esse novo cenário pelo termo web 3.0. "Cada vez mais, os sites estão em conformidade com os novos padrões", diz Carlos Cecconi, analista de projetos do W3C no Brasil.

Dados invisíveis

Se a maioria das páginas da internet já incorporasse a lógica da web semântica, os buscadores poderiam oferecer resultados mais precisos e complexos. A equipe do recém-lançado Wolfram Alpha (http://info.abril.com.br/web20/322.shtml) teve de construir, de modo quase artesanal, uma base de dados de onde o serviço tira todas as suas respostas. Para garantir a confiabilidade das informações, elas não são extraídas em tempo real da rede. Mas, se a maior parte da internet já incorporasse os novos padrões e modelos do W3C, o processo seria quase todo automatizado.

Apesar de a web semântica trazer benefícios, sua adoção ampla continua sendo uma promessa. "É a natureza humana", afirma Jon McLoone, desenvolvedor sênior da Wolfram Research. "Marcar as páginas exige esforço e, para muitos sites, não há recompensa." Ele vê, ainda, um alto grau de complexidade na tarefa, que poderia ser eliminado se ferramentas pudessem cuidar sozinhas da maior parte do trabalho. "Sem isso, a web semântica pode acontecer no ano que vem ou nunca", diz

A automatização parcial do processo também é vista como alternativa por Renato Fileto, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). "Uma das grandes dificuldades é a construção de ontologias", diz. Segundo ele, isso poderia ser facilitado por meio de aplicações baseadas em inteligência artificial. Fileto também acredita que ainda existe uma barreira no mundo corporativo. "Muitas vezes as empresas se recusam a adotar padrões por interesses comerciais", afirma.

Mas há lugares em que a web semântica está se tornando cada vez mais popular: as intranets. "Ali, ela está crescendo", diz José Parente de Oliveira, professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Sua adoção pode ter futuro também em outras áreas. Parente acha que as descrições semânticas podem ajudar a criar sistemas de análise de situação. Isso seria útil, por exemplo, no controle do tráfego aéreo. "Na internet, as coisas são mais lentas para acontecer", afirma o pesquisador. "As empresas precisam ver os benefícios que a web semântica traz", diz.

Vocabulário semântico

Conheça os principais padrões da web semântica:

XML (EXTENDED MARKUP LANGUAGE):

Linguagem para intercâmbio de dados. Permite, por exemplo, a criação de tags.

RDF (RESOURCE DESCRIPTION FRAMEWORK):

acrescenta contexto aos dados por meio de trios, marcadores semelhantes a sujeito, verbo e objeto de uma frase.

ONTOLOGIA:

descrição de termos e das relações semânticas entre eles. Permite identificar conceitos similares descritos de forma diferente.

 

terça-feira, 21 de julho de 2009

Adobe aposta em código aberto

A Adobe anunciou esta semana duas novas iniciativas no campo do código aberto. O objetivo dos projetos é auxiliar a criação de componentes de alta qualidade para o Flash.

O Open Source Media Framework (OSMF) permite que os desenvolvedores criem players de mídia para rodar vídeos, enquanto o Text Layout Framework facilita a criação e manipulação de tipografia e layout das fontes para apresentações.

As duas plataformas estão disponíveis gratuitamente para download no site da empresa, que acredita nas possibilidades de monetização oferecidas pelos produtos.

A abertura do código é uma tentativa da Adobe de lutar contra a concorrência que começa a crescer no mercado, como é o caso do Silverlight, da Microsoft. Com os programas nas mãos dos desenvolvedores, a companhia tem mais chances de expandir a aceitação de seu padrão na rede.

Você quer ganhar 17 777 dólares?

A Microsoft vai premiar, com dinheiro e uma viagem a Los Angeles, o melhor aplicativo para Windows 7.

O concurso, chamado Code7, vai distribuir prêmios a aplicativos desenvolvidos para o Windows 7. A Microsoft diz que o objetivo é premiar programas que sejam inovativos, valiosos para o usuário e que empreguem recursos do novo sistema operacional - como o DirectX 11 e as bibliotecas. Numa primeira fase, uma comissão vai escolher um finalista de cada região. A América Latina é uma delas. Depois, entre sete finalistas, será apontado o grande vencedor.

Há uma série de prêmios, com valores que começam em 1 000 dólares. O primeiro colocado vai receber 17 777 dólares e uma viagem a Los Angeles para participar do evento PDC09. Também será convidado a visitar a sede da Microsoft em Redmond, no estado americano de Washington, mas terá de pagar suas despesas de viagem para isso. Está interessado? As inscrições vão até o dia 10 de outubro. Há mais detalhes no siteCode7contest.

 

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Chrome OS mira Windows e atinge Ubuntu

Ninguém sabe se o Google Chrome OS vai conseguir desbancar o Windows. O sistema operacional, no entanto, tem tudo para prejudicar o Ubuntu.

Um dos primeiros a levantar o alerta foi o jornalista Renai LeMay, da ZDNET Australia. LeMay destacou que o Linux sofre há décadas com a fragmentação. É a mais pura verdade.Centenas de distribuições surgiram, cresceram e morreram, e uma parte do trabalho de um monte de desenvolvedores se perdeu no meio desse processo. Se desde o início todo o esforço tivesse sido concentrado em um algumas versões, o resultado seria outro – e talvez houvesse um sistema operacional livre muito mais avançado hoje.

O fato é que, nos últimos anos, o Ubuntu começou a despontar como a distribuição mais popular do mundo do pinguim. Tornou-se o mascote da comunidade do software livre, e seu desenvolvimento tem unido esforços antes dispersos. O que vai acontecer com a chegada do Chrome OS? O sistema do Google vai dividir de novo a comunidade do software livre, e o efeito “cool” de Mountain View pode atrair multidões de programadores.

A Canonical, que mantém o Ubuntu, não tem nem de longe o mesmo volume de recursos que estão depositados nos cofres de Larry Page e Sergey Brin. No quesito “marketing”, a derrota é certa. Outro problema virá da relação com os fabricantes de hardware, que já começam a embarcar desesperadamente na canoa do Google. É certo que eles vão priorizar Mountain View. Será que o Ubuntu aguentará o tranco? Vai ser difícil. Ficarão apenas os voluntários realmente engajados.

Difícil entender por que o Google, que se diz uma empresa boazinha, não se dedicou exclusivamente a melhorar a distribuição da Canonical. Não faria todo o sentido para quem defende a paz mundial e o bem-estar de todos os usuários? Mas, pensando bem, não é tão complicado deduzir por que isso ocorreu. Forçar as pessoas a fazer tudo pela web – o objetivo final do Chrome OS – é um jeito de garantir que a fonte de dinheiro dos anúncios continue a fluir, com cada vez mais força.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Office 2010 pode desintegrar o Google Docs

A Microsoft contra-atacou o Google nesta segunda-feira (13), com o anúncio de que o Office 2010 terá uma versão online gratuita. Pobre Google Docs.

A guerra entre as duas empresas está cada vez pior. Quando as forças de Bill Gates colocaram no ar o Bing, o exército de Mountain View respondeu com o Google Wave. Foi uma maneira de ofuscar a chegada do primeiro buscador decente da Microsoft e de dizer “Olhem como as armas deles são ultrapassadas...”. Algumas semanas se passaram e os generais Larry Page e Sergey Brin dispararam o Google Chrome OS. Dias depois caiu outra bomba das nuvens, o Office 2010.

Difícil dizer quem começou a batalha. O Google Docs foi a primeira provocação? Ou foi o Live Search que deu início ao confronto, muitos anos atrás? Como no conflito entre israelenses e palestinos, os dois lados acham que estão com a razão. Os desenvolvedores do Google se veem como os soldados mais bem preparados. E os da Microsoft, também. Agora, os dois lados cismaram em mostrar que conseguem superar seus adversários. É um caminho sem volta, uma guerra fria digital.

O fato é que a grande massa de internautas no planeta ainda não usa qualquer suíte de aplicativos online. A pequena parcela que faz isso divide-se principalmente entre Google Docs, Zoho e Thinkfree. A força do nome “Office” pode certamente implodir os três de uma tacada só: milhões de pessoas e empresas devem embarcar na iniciativa da Microsoft se ela funcionar bem. Isso não significa que esses rivais mais antigos deixarão de existir. Mas certamente haverá feridos. Do outro lado do front, o poder da marca “Google” também tem impedido o Bing de decolar. São neuromonopólios.

Alguém vai se levantar e dizer: “Toda competição é benéfica para o consumidor e essa guerra só trará benefícios”. Pode até ser, mas apenas no curto prazo. Google e Microsoft estão atuando em um número cada vez maior de frentes. Isso tende a se ampliar cada vez mais, levando ambas as empresas a perderem o foco naquilo que sabem fazer melhor. Com isso, todo mundo sairá perdendo – inclusive você.

Foto: Wikimedia Commons

 

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Como roubar senhas pela corrente elétrica

Analistas de segurança devem apresentar um novo método para roubar dados digitados em um computador com ajuda da corrente elétrica.

Andrea Barisani e Daniele Bianco farão uma demonstração da técnica durante a Black Hat Conference USA 2009, em Las Vegas, EUA. A intenção é provar que cabos e conectores dos periféricos não oferecem proteção alguma contra esse tipo de ataque.

Ao utilizar o teclado normal, uma série de sinais são enviados pelo cabo de força. Esses pulsos de energia podem ser capturados por um aparato composto por dois sensores separados por um resistor ligado à rede elétrica do local. Ele capta a diferença de voltagem e converte essa informação em letras e números.

Em ambientes com muitos teclados, um especialista pode desenvolver métodos de filtragem, desde que consiga identificar o periférico desejado.

Segundo o Network World, o custo do equipamento de invasão é de aproximadamente US$ 500. A instalação pode levar semanas, dependendo das habilidades de engenharia social do hacker.

 

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Google estreia rival do Windows em 2010

 O Google está desenvolvendo um sistema operacional para netbooks que pode pôr fim ao duradouro domínio da Microsoft sobre a experiência dos usuários de computadores.

O novo programa, anunciado na noite de terça-feira (06/07) pelo gigante das buscas, será baseado no navegador Chrome, que completou nove meses de idade.

A companhia vai contar com a ajuda da comunidade de desenvolvedores de código aberto para criar o sistema operacional do Chrome, que deve estar disponível a partir do segundo semestre de 2010.

O Google confirmou seus planos logo após o serviço de notícias de tecnologia Ars Technica e o The New York Times publicarem rumores a respeito da novidade.

O sistema operacional representa a mais corajosa estratégia da companhia para competir diretamente com sua mais forte rival: a Microsoft.

Nos últimos anos, a fabricante do Windows assistiu a alguns de seus principais executivos a trocarem por cargos no Google. Além disso, a suíte online de aplicações Google Apps vem sendo uma irritante concorrente para pacote Office.

Por outro lado, a companhia de Redmond investiu bilhões de dólares para aperfeiçoar seu mecanismo de pesquisa online e seu sistema de anúncios na internet. No mês passado, o Bing, novo buscador da Microsoft, conseguiu aumentar a participação da empresa no mercado.

Agora, o Google mira a jugular da maior fabricante de software do planeta enquanto prepara o novo sistema operacional do Chrome.

Grande parte do poder e da receita da Microsoft são oriundos do Windows, que está instalado na maioria dos computadores do mundo há cerca de duas décadas.

Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, diversas vezes classificaram o Windows como um programa sem graça muito suscetível a vírus e outros problemas de segurança.

"Ouvimos sempre a opinião de nossos usuários e eles são claros: os computadores precisam melhorar urgentemente", escreveu Sundar Pichai, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, no blog da companhia.

Eric Schmidt, CEO do gigante das buscas, e Brin devem dar mais detalhes sobre o novo sistema operacional ainda nesta semana quando se apresentarem na conferência de mídia organizada pelo Allen & Co em um resort em Idaho.

"Acreditamos que a possibilidade de escolher estimulará a inovação e todos serão beneficiados, incluindo o Google", acrescentou Pichai.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Chips NVIDIA estarão nos celulares este ano

A fabricante de processadores gráficos NVIDIA vai colocar a plataforma Tegra em celulares até o final do ano. A ideia é melhorar em dez vezes a capacidade dos dispositivos de lidar com vídeos, games e aplicativos em terceira dimensão.

As soluções da empresa, batizadas de Tegra Series 600 e 650, juntam chip e sistema operacional. O primeiro tem 700 MHz e consegue tocar vídeos em 720p, enquanto o outro possui 800 MHz e reproduz até conteúdo em 1 080p. A imagem acima ilustra uma sugestão para a indústria de como pode ser a carcaça dos smartphones com o componente embarcado.

De acordo com notícias de sites taiwaneses, repercutidas na mídia especializada internacional, as primeiras fabricantes que irão colocar o Tegra no mercado serão a Samsung e a Motorola. Segundo uma entrevista do CrunchGear com um porta-voz da NVIDIA, esses aparelhos estarão à venda nos Estados Unidos pelas operadoras, custando cerca de 199 dólares.

A empresa também quer ver a plataforma fazendo parte de outros dispositivos móveis, ao estilo dos MIDs (Mobile Internet Devices), por exemplo. Em entrevista à INFO realizada no ano passado, o vice-presidente de vendas da NVIDIA, John Lonergan, afirmou que uma das apostas da companhia era “desenvolver produtos para preencher a lacuna existente entre notebooks e celulares”.

 

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Google Street View começa em BH, RJ e SP

O Google e a Fiat anunciaram oficialmente, hoje (2), a parceria que trará o serviço Street View às capitais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Serão trinta Fiat Stilo equipados com máquinas fotográficas, que circularão um milhão de quilômetros pelas vias urbanas dos três municípios. A escolha do modelo, segundo a Fiat, se deve às altas tecnologias e o histórico de inovações do automóvel, que circulará na velocidade de um carro comum e está preparado para elevações e buracos do asfalto.

A captura de imagens se inicia no dia de hoje pelas cidades escolhidas e não há expectativa da chegada ao usuário final, já que se trata de um trabalho demorado de processamento e envolve outros países. A intenção futura é expandir para o maior número de cidades possível, segundo o Gerente de Produtos de Mapas do Google, Marcelo Quintella.

Para trazer o produto ao Brasil pela Fiat, o diretor geral do Google Brasil declarou que teve que pedir o aval dos donos da companhia Larry Page e Sergey Brin, e o CEO Eric Schmidt, que se disseram "encantados" com o plano.

"É um projeto que traz uma série de benefícios aos usuários. Traz uma dimensão de serviço público que não pode ser desprezado", diz Alex Dias, que tem convicção que o Street View "pode ser usado desde turismo até segurança pública".

Segundo os executivos do projeto, a intenção é que todas as regiões das cidades sejam mapeadas, mas algumas cenas podem ser omitidas por meio de conversas com instituições públicas se trouxerem riscos de segurança à população.

Sobre a questão de privacidade, o Google diz que o Street View não mostra os rostos das pessoas, mas caso o usuário se sinta prejudicado pela imagem, basta escrever no canal de contato do Street View reportando a inadequação. A reclamação é verificada pela equipe do programa e, caso proceda, a imagem é eliminada.

O lançamento deverá ser conjunto: Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo terão os mapas publicados no mesmo dia. O Google não explica se haverá diferença no modo de operação de captura de fotos em regiões onde a criminalidade é alta.

Os investimentos do trabalho conjunto das engenharias e das ações de mídia por dois anos não têm o valor divulgado pelas empresas.

 

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Google Street View Brasil rodará com um Stilo

A partir da próxima quinta-feira (2), o acordo entre Google e Fiat para trazer o Street View deverá ser oficializado, conforme reportado anteriormente.

Quais as cidades que o serviço mapeará, porém, ainda é um mistério. Rumores dizem que apenas a capital de São Paulo está confirmada até o momento.

Uma das únicas certezas é o carro que receberá a gigantesca câmera em sua parte superior: um Fiat Stilo 2009, segundo palavras de uma fonte próxima à montadora.

Vale lembrar que na Europa, as fotos são tiradas por Opel Astras, da General Motors. Pela Oceania, Austrália e Nova Zelândia recebem as imagens de Holden Astras, também da GM.

O carro do Street View no Japão é um Toyota Prius, e nos Estados Unidos, há três modelos: Chevrolet Cobalt, Saturn Astra (ambos da GM) e também o japonês Prius.

E quanto ao Stilo do Google, o “nosso”, será que virá em azul, amarelo, vermelho, verde, ou todas elas? É aguardar para ver. Separem suas melhores roupas, o espião motorizado está chegando.

 

Laptop no colo afeta fertilidade, diz estudo

Um estudo conduzido pela universidade americana de Loyola relaciona o uso excessivo de laptops sobre o colo a uma redução da fertilidade masculina.

De acordo com a pesquisa, o calor gerado pelo gadget sobre a cintura masculina pode afetar a qualidade do sêmen masculino, diminuindo sua quantidade e mobilidade.

O estudo não tem caráter conclusivo pois, de acordo com os pesquisadores, ainda é necessário avaliar um número maior de casos para fazer a afirmação.

 As primeiras análises, no entanto, apontam que o calor do equipamento é lesivo aos homens.

Outros estudos, que relacionam a captação de sinal Wi-Fi pelo laptop com problemas de saúde humana, também não tiveram resultados conclusivos.

Na opinião dos pesquisadores da Loyola University, todo o tipo de equipamento que gere calor sobre o colo do homem é prejudicial à sua fertilidade. O estudo inclui ainda longos banhos de imersão em água quente entre as atividades não recomendadas.

A recomendação dos pesquisadores é que os homens sempre prefiram usar o laptop sobre uma mesa e não diretamente em contato com o colo.