quinta-feira, 2 de julho de 2009

Google Street View começa em BH, RJ e SP

O Google e a Fiat anunciaram oficialmente, hoje (2), a parceria que trará o serviço Street View às capitais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Serão trinta Fiat Stilo equipados com máquinas fotográficas, que circularão um milhão de quilômetros pelas vias urbanas dos três municípios. A escolha do modelo, segundo a Fiat, se deve às altas tecnologias e o histórico de inovações do automóvel, que circulará na velocidade de um carro comum e está preparado para elevações e buracos do asfalto.

A captura de imagens se inicia no dia de hoje pelas cidades escolhidas e não há expectativa da chegada ao usuário final, já que se trata de um trabalho demorado de processamento e envolve outros países. A intenção futura é expandir para o maior número de cidades possível, segundo o Gerente de Produtos de Mapas do Google, Marcelo Quintella.

Para trazer o produto ao Brasil pela Fiat, o diretor geral do Google Brasil declarou que teve que pedir o aval dos donos da companhia Larry Page e Sergey Brin, e o CEO Eric Schmidt, que se disseram "encantados" com o plano.

"É um projeto que traz uma série de benefícios aos usuários. Traz uma dimensão de serviço público que não pode ser desprezado", diz Alex Dias, que tem convicção que o Street View "pode ser usado desde turismo até segurança pública".

Segundo os executivos do projeto, a intenção é que todas as regiões das cidades sejam mapeadas, mas algumas cenas podem ser omitidas por meio de conversas com instituições públicas se trouxerem riscos de segurança à população.

Sobre a questão de privacidade, o Google diz que o Street View não mostra os rostos das pessoas, mas caso o usuário se sinta prejudicado pela imagem, basta escrever no canal de contato do Street View reportando a inadequação. A reclamação é verificada pela equipe do programa e, caso proceda, a imagem é eliminada.

O lançamento deverá ser conjunto: Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo terão os mapas publicados no mesmo dia. O Google não explica se haverá diferença no modo de operação de captura de fotos em regiões onde a criminalidade é alta.

Os investimentos do trabalho conjunto das engenharias e das ações de mídia por dois anos não têm o valor divulgado pelas empresas.

 

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